Qual a melhor forma de fechar a minha empresa?

O Brasil é considerado um dos países com maior atividade empreendedora no mundo. O Sebrae – SP realiza, a cada dois anos, uma pesquisa por meio da qual analisa as taxas de mortalidade das empresas, ou seja, de seu fechamento ou falência. Tais pesquisas apontam que:

– 27% das empresas fecham no 1º ano de atividade;
– 38% no 2º ano;
– 46% no 3º ano;
– 50% no 4º ano;
– E nada menos que 62% das empresas fecham antes de completar 5 anos.

Os dados deixam claro. Manter um negócio não é fácil. O sonho às vezes vira pesadelo, e chegamos à conclusão de que naquele momento, é melhor seguirmos outro rumo. Não se penalize por isso.

Como tudo na vida, há as melhores e as piores formas de fazermos as coisas. Fechar uma empresa não é diferente. Esse é o assunto do nosso artigo de hoje, temos certeza que as informações que separamos para você serão muito úteis.

AS ALTERNATIVAS

As três alternativas mais comuns de extinção de uma empresa são Baixa na Junta Comercial; Fechamento das portas; e Auto-Falência. Na nossa avaliação, essas três formas acabam tornando o pesadelo ainda maior. Vamos te dizer por que.

1) Baixa na Junta comercial

Nessa opção, as Micro Empresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP) podem ser baixadas mesmo com passivo fiscal, mas os sócios ficam pessoalmente responsáveis pelas dívidas da empresa. Já as demais só poderão ser baixadas se não tiverem passivo fiscal, mesmo já tendo fechado as portas por serem economicamente inviáveis.

2)”Fechamento de portas”

Quando a empresa “fecha as portas”, coloca-se em situação de situação irregular, e os bens pessoais dos sócios passam a responder pelas dívidas da empresa. Nesse caso, os sócios ficam impedidos de participarem de outras empresas.

3) Auto-Falência

Essa opção é o pior do cenários para as empresas em extinção, porque o processo ocorre em benefício dos credores, e não do devedor, como ocorria na antiga lei de falências. Os sócios ficam sujeitos a serem processados por crime falimentar e leva longos anos até que o processo seja encerrado. Além disso, eles sofrem abalo de crédito, o que significa dizer que ficam estigmatizados no mercado por muito tempo.

A MELHOR OPÇÃO

Mas há uma quarta solução que consideramos a melhor para empresas que estão impedidas de serem baixadas administrativamente.
Se chama Dissolução Judicial. As vantagens são muitas, especialmente em comparação às outras três opções. Confira:

– Ao final do processo de dissolução, o passivo da empresa também é extinto.

– As dívidas morrem com a extinção da empresa e os seus sócios não tem nenhuma responsabilidade pessoal por eventual saldo remanescente, inclusive fiscal. A única excessão em que os sócios pessoalmente ficam responsáveis pelo passivo é quando deram garantias (aval, fiança, etc.) em favor da sociedade. Essas garantias estão asseguradas no artigo 1052 do código civil, e no artigo 10 do Decreto nº 3.708/1919.

– A tramitação do processo de dissolução é bastante rápido.

– Os efeitos do abalo de crédito tem curta duração.

– Os sócios não correm risco de responderem por crime falimentar.

– O sócios não ficam impedidos legalmente de participarem de outras empresas.

Nós torcemos mesmo para que este não seja o seu caso. A missão do Daexe é auxiliar os empreendedores a materializarem seus sonhos. Mas se o caminho a seguir é fechar a empresa, queremos que você saiba que sempre há um jeito melhor e mais simples de fazer. E se as dúvidas permanecerem, entre em contato com seu Assessor Executivo do Daexe. É só deixar sua dúvida nos comentários abaixo, e entraremos em contato. Estamos aqui para apoiar os empreendedores em todas as suas decisões.

Esse artigo foi inspirado no video aula “Extinção de empresa – inativa ou economicamente inviável”. Se tiver interesse em aprofundar o seu conhecimento no assunto, recomendamos que assista agora mesmo, aqui na nossa página.

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