8 formas de medir o desempenho do seu negócio

Você sabe qual a lucratividade do seu negócio? Já parou para medir o retorno de uma campanha de marketing? Ou conhece o custo real das suas mercadorias? Se o empreendedor não sabe esses números, fica mais difícil medir se o negócio está dando certo ou não. Para ajudar nesta tarefa, a revista EXAME consultou dois especialistas em finanças para ensinarem quais métricas são realmente importantes para as pequenas empresas. Eles listaram 8 formas de medir o desempenho do seu negócio. Além de planilhas e indicadores, esses dados ajudam a manter o negócio mais organizado e potencializar o crescimento. Acompanhe!

1. CAMPANHAS DE MARKETING

Com a evolução das mídias digitais, ficou mais fácil para os donos de pequenas empresas anunciarem seus produtos. A grande questão é medir se as estratégias de marketing estão sendo eficientes para atrair novos clientes. “É preciso diagnosticar no momento da venda se o cliente veio até a loja por causa da campanha”, sugere Maurício Galhardo, sócio-fundador da Práxis Education.

Uma forma de fazer isso é atrelar uma promoção à campanha e dar algo em troca para quem disser que viu o anúncio. Assim, o cliente já chega na loja dizendo que veio pela publicidade porque leva alguma vantagem. Outra maneira é pedir ao caixa ou vendedor que pergunte como o consumidor conheceu a marca. “Esta forma é menos eficiente porque o vendedor pode se esquecer de perguntar ou de anotar”, diz Galhardo. Com os números contabilizados, é possível saber se as vendas decorrentes da campanha valem o investimento.

2. CAPITAL DE GIRO

Este é um número que o empreendedor precisa ter na memória. “O capital de giro é o volume de dinheiro necessário para a operação funcionar”, explica Adriano Gomes, professor de finanças da ESPM . Há uma diferença importante entre o capital de giro em si e a necessidade dele. “Não é o dinheiro no caixa nem o que está faltando. É o volume de recursos para financiar a operação”, define o professor da ESPM.
Conhecer esses valores é importante para administrar bem o negócio e depender menos de financiamentos emergenciais, que costumam ter juros altos.

3. LUCRATIVIDADE

A conta é simples: divida o lucro pelo faturamento para saber qual o percentual de lucratividade para a sua empresa. Existem percentuais considerados bons para cada tipo de negócio: 5% na indústria, 8% no comércio e de 20% a 25% no setor de serviços. “Se a lucratividade estiver baixa, procure encontrar o motivo”, diz Galhardo.

São três os principais fatores que derrubam a lucratividade: vendas fracas, gastos descontrolados e inadimplência alta. Investigue cada um desses para identificar o problema. “Se vende bem e gasta bem, precisa descobrir porque o dinheiro não fica no caixa e, aí sim, a causa pode estar em outro lugar”, aconselha o especialista.

4. CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA

Avaliar qual o custo da mercadoria vendida é essencial para saber se você está gastando mais do que deve e prejudicando a lucratividade da empresa. “Se uma mercadoria custa 100 reais para o consumidor e 50 para o vendedor, o CMV seria de 50%”, diz Galhardo. Este é o maior custo que as empresas costumam ter e precisa ser controlado de perto para não prejudicar o negócio. “Um custo de mercadoria vendida muito alto pode ser sinal de que é hora de negociar melhor com os fornecedores”, afirma.

5. RISCO FINANCEIRO

O risco financeiro costuma ser avaliado por bancos na hora de oferecer crédito para as empresas. “Muitos empreendedores se surpreendem com os juros quando vão pleitear um financiamento. O risco do negócio influencia nisso”, explica o professor de finanças da ESPM. “Quando não tem uma administração profissional, controle interno, relatórios financeiros e os números não são discutidos, o grau de risco é muito alto”, completa.

Este dado deve, se possível, ser analisado por um profissional imparcial. “A opinião de pessoas que conhecem o tema – externas e independentes – é melhor”, diz Gomes.

6. CONTROLE DE PREÇOS DA CONCORRÊNCIA

Em negócios do comércio e da indústria é mais simples fazer um levantamento dos preços da concorrência. Este medidor serve para analisar se você está precificando bem o seu produto. “Vá até a loja concorrente e pesquise o preço de vários produtos e não só do carro-chefe do negócio. Tenha planilhas para saber como os valores evoluem”, ensina Galhardo. Se os seus preços estiverem muito acima dos praticados no mercado, pode ser o momento de rever sua estratégia de formação de preços e tentar negociar melhor com os fornecedores.

7. TURNOVER

Este indicador mostra qual a rotatividade de funcionários na sua empresa. A conta é simples: divida o número de pessoas que saíram da empresa pela quantidade de pessoas que trabalham atualmente. “Uma empresa com dez funcionários que substituiu quatro nos últimos tempos tem um turnover de 40%”, explica Galhardo. O percentual ideal depende do tipo de atividade. “No varejo, o turnover médio é de 50%. É alto, mas é de mercado. Abaixo de 20% seria um valor muito bom”, diz.

Este número indica que a empresa pode estar desperdiçando dinheiro com treinamento de funcionários que não vão dar retorno ao negócio. “Pode ser um sinal de que a concorrência contrata melhor também”, acrescenta Galhardo. Para reverter esta situação, avalie se os salários estão dentro da média do mercado e ofereça mais treinamentos, por exemplo.

8. CLIMA ORGANIZACIONAL

Em decorrência da alta rotatividade, algumas empresas têm o famoso “clima ruim”. Para avaliar isso, faça uma pesquisa de satisfação com os colaboradores em parceria com o seu departamento de RH. Procure deixar as pessoas à vontade para falar, sugerir e, inclusive, reclamar sobre a experiência que elas têm no trabalho. “Crie um canal entre quem coordena e quem trabalha”, sugere o executivo da Praxis. Se o resultado da pesquisa indicar um clima negativo, procure ter ações que estimulem o relacionamento entre as pessoas, como um almoço ou um café da manhã. “Até uma caixa de sugestões para os funcionários pode ajudar”, indica Galhardo.

E então? Já tentou medir o desempenho do seu negócio a partir desses indicadores? Continuamos nossa conversa, nos comentários abaixo!

Este artigo foi escrito originalmente no blog da exame e cedido gentilmente aos leitores do Blog do DAEXE Assessoria Executiva

Você sabe a diferença entre métricas e indicadores?

Pode parecer um assunto difícil à primeira vista, mas não há grandes mistérios na hora de definir e entender o que são métricas e indicadores. Ambos são termos muito utilizados que servem como base para quantificar resultados e conduzir a avaliação das análises da organização. Ou seja, as métricas e os indicadores são uma forma de medir a performance da sua empresa. Mas você sabe qual a diferença entre eles? A primeira diferença entre métricas e indicadores está no conceito. Veja:

Métricas

As métricas são dados brutos, que podem ser representados por números precisos ou não. Elas estão ligadas ao nível tático e operacional da empresa, revelando o desempenho de processos. São sistemas de medida que avaliam tendências, comportamentos ou variáveis do negócio. As métricas ajudam na tomada de decisão, detectam oportunidades, mantêm o foco produtivo, identificam pontos fortes e fracos, definem necessidades de investimentos, apontam falhas operacionais e até diminuem o grau de incerteza quanto ao futuro.

Em resumo, as métricas são a base para identificar os indicadores e o passo seguinte a ser dado após a definição das metas.

Leia também: 5 indicadores de desempenho para medir seu sucesso

Indicadores

Os indicadores são as medidas calculadas a partir das métricas e servem para avaliar o desempenho da empresa. São informações estratégicas que auxiliam na análise de tendência, na melhoria contínua, na atuação proativa e dão transparência à empresa, sendo geralmente expressos de forma clara por percentuais e probabilidades.

As métricas estão ligadas às atividades e os indicadores abrangem os processos e as atividades. Os indicadores dependem de um conjunto de métricas específicas. Veja abaixo alguns exemplos dentro de quatro perspectivas: financeira, cliente, processos internos e pessoas.

FINANCEIRA

Exemplo de métrica: Faturamento; Despesas.
Exemplo de indicador: Lucro = Faturamento – Despesas.

CLIENTE
Métrica: Quantidade de clientes atendidos; Número de visitantes no site.
Indicador: NPS ou Índice de Satisfação dos clientes.

PROCESSOS INTERNOS
Métrica: Tempo de conclusão do procedimento ou tempo de entrega.
Indicador: Índice de conformidade ou Índice de eficiência de produção.

PESSOAS
Métrica: Quantidade de treinamento.
Indicador: Clima Organizacional.

Leia também: 3 métricas de vendas que sua empresa sempre deve acompanhar

Estudiosos investigaram o desempenho de 84 empresas no período entre 1984 e 1997 que adotaram um sistema de mensuração de desempenho.

O estudo concluiu que essas empresas aumentaram significativamente seu lucro residual ajustado e que a melhora persistiu durante cinco anos após o período de estudo.

Tanto indicadores como métricas devem fornecer aos executivos informações significativas para tomar melhores decisões, que impactam na meta ou nos objetivos do planejamento estratégico da empresa. De nada vale colocar em prática seu planejamento para consolidação das metas se não houver maneiras de avaliar o seu desempenho e ajustar as ações através do uso de métricas e indicadores. Fale conosco e saiba como aplicar na sua empresa e obter o sucesso que procura!

Um abraço,
Dekker Jordão Baptista.

As 4 funções Crucialmente Importantes do DEPARTAMENTO DE ASSESSORIA EXECUTIVA

Já falamos aqui sobre a importância de se ter um Departamento de Assessoria Executiva (DAEXE) em uma organização. Ter uma área que se dedique a cuidar do planejamento e garantir o cumprimento de metas é um avanço enorme para qualquer negócio. Mas, quais são as atividades desse setor? O que é de responsabilidade do departamento de assessoria executiva? Basicamente, o departamento de assessoria executiva deve cuidar da Execução do Planejamento Estratégico com os processos do BSC – Balanced Scorecard. Veja a seguir:

1. Gestão do BSC

A função mais natural e primária do DAEXE é cuidar do Balanced Scorecard. E isso implica em diversas outras responsabilidades. Como por exemplo, facilitar e conduzir a reunião, mensal, trimestral, semestral ou anual de revisão da estratégia, traduzindo a estratégia atualizada em mapas e objetivos estratégicos.

Ainda que não haja mudanças significativas na estratégia, no momento da revisão, o DAEXE precisa liderar na reunião a discussão sobre os KPIs – (Key Performance Indicators) e suas medidas. Assim que os objetivos e os indicadores são aprovados para o ano seguinte. É função do DAEXE orientar os executivos da Alta Administração a determinar metas e identificar iniciativas estratégicas que serão necessárias para o alcance das metas.

Além disso, durante o ano, o DAEXE deve propor cursos e treinamentos na empresa sobre o modelo de gestão BSC. Sendo reconhecido como o centro de conhecimento da metodologia. E servindo tanto para orientações, treinamentos e cursos, eventos e principalmente, para ajudar os líderes locais com as ferramentas que suportam a metodologia.

Um ponto importante é que o DAEXE não precisa assumir a função de cobrar os resultados de cada área. Durante o processo de definição de metas e indicadores de cada setor. Já se determina também quem será o responsável por produzir os relatórios da área e prestar contas.

O que o DAEXE pode fazer é supervisionar o processo de coleta dos dados e apresentação dos mesmos. A fim de orientar e garantir a validade da informação que está sendo compartilhada. Outra questão é que normalmente é o DAEXE quem escolhe o sistema de gestão estratégica a ser usado na empresa. Que pode variar desde planilhas de Excel e apresentações, até softwares robustos que automatizam toda a execução da estratégia. Portanto, o DAEXE deve garantir o treinamento e a usabilidade do sistema escolhido para que funcione corretamente e garanta a validade dos dados.

Leia Também: Quando devo procurar uma Assessoria Empresarial?

2. Alinhamento Organizacional

O Departamento de assessoria executiva é responsável por garantir o alinhamento da empresa toda com a estratégia do negócio provocando uma sinergia interna. O alinhamento traz foco e coordenação entre as atividades e projetos da empresa e por isso é tão importante.

É função do DAEXE desenvolver e desdobrar o BSC nos diferentes níveis hierárquicos da empresa, desde a Alta Gestão até o “chão de fábrica”. Além disso, o DAEXE precisa fazer o link entre fornecedores, clientes, parceiros, joint ventures. O corpo diretivo e acionistas para que todos estejam alinhados à estratégia da organização.

3. Revisões da Estratégia

As reuniões mensais de gestão são fundamentais no processo de controle e execução do BSC. São elas que proporcionam a oportunidade de revisar a estratégia e fazer os ajustes necessários. Nesse momento, os aprendizados são compartilhados e documentados e novas ações são propostas.

Além de conduzir a reunião, o DAEXE deve orientar o CEO antes do evento sobre os desafios atuais identificados no BSC. É esse briefing que vai determinar a agenda da reunião, priorizando sempre a revisão da estratégia em detrimento das questões financeiras de curto prazo e ações para “apagar incêndio”. Estes que insistem em aparecer nessas ocasiões. O DAEXE deve conduzir a discussão para a confecção de planos de ação e monitoramento para garantir que os projetos vão sair do papel.

Assim como a Alta Direção ocupa um papel importante no processo de revisão e direcionamento da estratégia, o DAEXE pode ajudar na preparação das reuniões de diretoria.

4. Planejamento estratégico

A formulação da estratégia e a execução da mesma estão intimamente conectados em um processo cíclico. A função de planejar a estratégia do negócio requer do DAEXE uma análise competitiva interna e externa de grande profundidade. Além de construir cenários, organizar reuniões de planejamento e orientar líderes e gestores para atingirem o máximo de resultados.

É importante que a estratégia não seja uma questão tratada somente uma vez ao ano, e nesse ponto é que o DAEXE é fundamental. De nada adianta ter uma estratégia super bem formulada se ela não é comunicada para toda a empresa, testada, revisada e que reflita a realidade do negócio.

Os colaboradores precisam ter a liberdade de contactar o DAEXE para sugerir novas ações e soluções. E a Alta Direção precisa revisar a estratégia constantemente durante o ano, afinal. Nada mais é que uma hipótese de relação entre causa e efeito que leva em consideração as ações internas e o impacto esperado nos stakeholders. Essas hipóteses precisam ser validadas e constantemente editadas.

Leia Também: Como um assessor executivo pode aumentar a produtividade na sua empresa

5. Comunicar a estratégia

Para ter seus colaboradores realmente envolvidos no cumprimento dos objetivos globais da organização, eles precisam conhecer a estratégia do negócio e ter contato com ela. Nesse ponto, a comunicação é a ferramenta mais poderosa a ser usada.

Algumas empresas apostam em criar diversas mensagens e disseminá-las por meio de diferentes canais de mídia. Nesse caso, o DAEXE serve como coordenador das campanhas juntamente com a área de marketing e comunicação. Revisando a mensagem e a frequência do contato para garantir que a estratégia está sendo comunicada corretamente.

Caso a empresa opte por fazer uma comunicação mais simples, especialmente quando se está começando a implantar o BSC na companhia. O DAEXE pode assumir a comunicação da estratégia para todos os funcionários.

É também função do DAEXE implementar uma cultura de formação e treinamento para os colaboradores novos e criar um programa de reciclagem do conhecimento para os funcionários antigos.

Um abraço,
Dekker Jordão Baptista

4 motivos que fazem do mapa estratégico do BSC um componente-chave para o sucesso da Estratégia

O que é um mapa estratégico do BSC? Geralmente, a primeira vez que perguntamos a uma equipe o que eles acham que é um mapa estratégico, a maioria lembra dos mapas topográficos usados para guiar as tropas em uma guerra.

Segundo Norton e Kaplan, os professores de Harvard que criaram o Balanced Scorecard (BSC), a lógica é essa mesma! Assim como o mapa topográfico é um componente-chave para as tropas numa guerra, o mapa estratégico é um componente-chave para as equipes na implementação de sua estratégia, a partir do BSC (Leia mais sobre esta metodologia de gestão estratégica, clicando aqui>>>).

Quer saber por quê? É exatamente isto que vamos responder neste artigo, mostrando os 4 motivos principais que fazem do mapa estratégico um componente-chave para o sucesso da implementação do Balanced Scorecard. Vamos lá?!

O que é um mapa estratégico do BSC?

Para você que ficou em dúvida, nós respondemos. Mapa estratégico é uma ferramenta que utiliza o poder da imagem para traduzir visualmente o planejamento estratégico de uma empresa. Nesta imagem, estão presentes a missão e a visão da empresa, que se desdobram em objetivos e metas claras que envolvem todos os níveis da organização, do gerencial ao operacional.

 

AGORA, VAMOS AOS 4 MOTIVOS

 

1 – O mapa estratégico do BSC é SIMPLES E FUNCIONAL

Imagine poder resumir todo o planejamento estratégico da empresa em uma folha A4?! É disto que estamos falando, quando a organização cria um mapa estratégico. A ferramenta permite elaborar uma composição objetiva que mescla:

– Descrição do MVV (Missão, Visão e Valores);
– 4 Perspectivas do BSC (Finanças, Clientes, Processos Internos, Aprendizado & Crescimento);
– Objetivos estratégicos crucialmente importantes de cada perspectiva.

Para ilustrar o que estamos falando, veja um exemplo de mapa estratégico do SENAI:

 

2 – O mapa estratégico do BSC MELHORA A COMUNICAÇÃO DA ESTRATÉGIA

Por ser simples e funcional, o mapa estratégico permite a qualquer empresa – seja de que porte for – comunicar seus objetivos estratégicos para colaboradores, clientes e stakeholders.

Os objetivos são apresentados de forma conectada, ficando claras suas relações de causa e efeito, tanto de forma vertical quanto de forma horizontal. Tomando por exemplo a pergunta-chave da perspectiva financeira do BSC – “Para ter sucesso financeiramente, como nós devemos aparecer para nossos investidores?” – no mapa estratégico será possível apresentar graficamente aos seus stakeholders o que a empresa pretende fazer para cumprir com o compromisso assumido. O mesmo se repete para clientes e colaboradores.

Relembre as perguntas-chave das quatro perspectivas do BSC:

 

3 – O mapa estratégico do BSC é FANTÁSTICO PARA GESTÃO DE RISCO

No mapa estratégico, é possível trabalhar com recursos de faróis e cores que permitem identificar, em fração de segundos, que objetivos estratégicos estão indo bem ou mal.

É comum os assessores executivos proporem a utilização de cores para sinalizar o desempenho da organização. Por exemplo:
– Verde: quando o objetivo está progredindo em relação à estratégica;
– Vermelho: quando está regredindo;
– Amarelo: quando o objetivo está instável entre o verde e o vermelho, ou seja, às vezes progredindo e às vezes regredindo em relação à estratégia.

Portanto, a partir de todos estes recursos, o mapa estratégico permite que o gestor não só identifique setores e situações de risco, mas aja rapidamente sobre a situação, entrando em contato com os departamentos e verificando por que o objetivo não está progredindo em relação à estratégia.

Veja alguns exemplos de mapa estratégico do BSC para instituições públicas e privadas:

 

 

 

 

4 – O mapa estratégico do BSC é GARANTIA DE MELHORIA CONTÍNUA

Quando os conceitos da estratégia são apresentados de forma visual, eles acabam funcionando como um espelho da organização. Isso porque, como vimos, ele permite monitorar continuamente a organização, focando essencialmente as quatro perspectivas do seu BSC. Isso significa dizer que o mapa estratégico consegue refletir todo o esforço que todos estão fazendo para o alcance dos objetivos estratégicos.

Dessa forma, o mapa cria sinergia para organização, estimulando o aprendizado estratégico e um trabalho coordenado e colaborativo, em uma mesma direção (todos remam para o mesmo lado). E o melhor de tudo é que todos os envolvidos conseguem facilmente identificar se a organização vai bem ou não em relação à estratégia e em quais objetivos ele mesmo precisará dedicar mais esforços para que a empresa obtenha o sucesso desejado.

Deu para perceber que esses 4 motivos que apresentamos são praticamente argumentos para sua empresa adotar esta ferramenta, para ontem!

E então? Sua estratégia é acompanhada de um bom mapa estratégico? Sinceramente, manter tudo na cabeça da liderança ou em papéis intraduzíveis não é uma boa estratégia.

Tem interesse, mas não sabe muito bem por onde começar? Entre em contato com seu assessor executivo do Daexe ou poste um comentário abaixo. Nossa missão é conduzir sua empresa à excelência administrativa.

Um abraço,

Dekker Jordão Baptista

7 motivos do fracasso na implementação do Balanced Scorecard-BSC

O Balanced Scorecard é uma das metodologias de gestão estratégica mais utilizadas por empresas de sucesso no mundo todo. Criada pelos professores de Harvard Norton e Kaplan, a grande adesão da metodologia por empresas de portes e segmentos diferentes é a maior prova de que ela funciona mesmo e veio para ficar.

Um dos diferenciais do BSC é que ele não tem nenhuma intenção de funcionar como uma receita de bolo. Não é um modelo estático e rígido que os gestores aplicam em suas organizações. Pelo contrário, a metodologia é extremamente flexível e deve ser adaptada e personalizada a cada tipo de organização. A metodologia fornece princípios e conceitos a serem interpretados e implementados de acordo com as dimensões e características particulares da organização que a aderiu.

Ao mesmo tempo em que este é um dos pontos mais fortes do BSC, porque faz com que seja útil a uma grande corporação industrial ou a um pequeno comércio local, também é o que a torna mais desafiadora. Implementar o BSC exige abraçar uma nova dinâmica de gestão que exige muito estudo e um mergulho de autoconhecimento por parte da organização. Por isso, são requisitos básicos para o sucesso do BSC o engajamento de absolutamente toda a empresa, do nível gerencial ao operacional, e o apoio de uma assessoria empresarial que faça esse mergulho junto com a organização.

Nós do DAEXE somos especialistas em BSC e há algum tempo temos observado quais são os erros mais recorrentes no processo de implementação da metodologia, que se não forem corrigidos a tempo, podem levar ao seu fracasso. Neste artigo, apresentamos 7 erros que avaliamos como os principais motivos que costumam atrapalhar o desempenho das organizações que aderem o BSC.

Se você está interessado em levar o BSC para seu empreendimento, esta é uma excelente oportunidade de abrir sua mente para esses horizontes. E se sua organização está em fase de implementação do BSC, neste artigo você vai encontrar dicas incríveis do que NÃO FAZER se você quer que o BSC seja um sucesso na sua empresa!

MOTIVO 1: Não fazer o básico: diagnóstico SWOT e definição de MVV.

Como falamos anteriormente, o BSC é uma metodologia de gestão que deve ser personalizada de acordo com as características da organização e não há como fazer isso se não por um caminho de muito estudo e autoconhecimento. Como saber o que funcionará ao perfil de organização que você tem se não há um conhecimento sistematizado sobre esse perfil? É por isso que não dá para pular etapas. O diagnóstico SWOT (pontos fracos/pontos fortes/ameaças e desafios/oportunidades) e a definição do MVV (Missão, Visão e Valores) são pontos de partida obrigatórios. Afinal, não há como falar em estratégia e em futuro se a empresa não sabe definir quem é, para qual finalidade existe, quais são seus sonhos e de quais valores não abre mão. Essas definições nortearão sua direção. Também não é possível planejar para onde se quer ir, se a empresa não consegue avaliar o que tem de forte, no que precisa melhorar e quais oportunidades e desafios estão ao seu redor. Acredite, SWOT e MVV não foram feitas para ficar em relatórios, paredes e prateleiras. Com o BSC você verá como esses estudos podem se materializar e se tornar extremamente palpáveis no dia a dia da sua empresa.

MOTIVO 2: Não engajamento da liderança (diretoria e gerência)

Da liderança espera-se sempre o exemplo. Mas a liderança muitas vezes está mais viciada que os demais em fazer as coisas “daquele mesmo jeito de sempre”. É claro que compreendemos que toda mudança é dolorosa, é desafiadora, porque exige sair da zona de conforto. Mas se a cabeça da empresa dá as costas para uma mudança que ela mesma propôs, o resto do corpo será obrigado a acompanhar, dando as costas também. Se a diretoria e a gerência não derem o primeiro exemplo de engajamento, não poderá cobrar postura diferente de seus colaboradores.

MOTIVO 3: Não desdobrar o BSC até o nível operacional e individual, envolvendo a equipe e pessoas estratégicas em sua elaboração.

Tão ruim quanto a falta de engajamento da diretoria e liderança é o monopólio do que está sendo feito a nível de BSC por apenas esses grupos. A execução de qualquer estratégia em uma empresa depende de uma mobilização de todo o corpo e absolutamente todos os membros tem sua importância e participação.
O engajamento da equipe dependerá de uma definição clara do papel e contribuição do trabalho de cada um para o sucesso da estratégia que foi definida no BSC. O planejamento do BSC costuma ser feito através da construção de um mapa que parte do MVV da empresa (nível mais conceitual) que é traduzido em objetivos e metas, que por sua vez são desdobradas em tarefas delegadas a cada membro das equipes com prazo definido (nível das ações). Essa é a dinâmica certa de funcionamento do BSC. E uma forma de resolver a dificuldade de levar o BSC ao nível operacional e individual é utilizar uma outra metodologia auxiliar que já apresentamos aqui no BLOG, chamada OKR (objectives and key results). OKR é uma forma compartilhada de construção do mapa estratégico do BSC: 40% dos objetivos são propostos pela direção (top down) e 60% são propostos por quem está diretamente envolvido na execução do objetivo e geração do resultado (bottom up). Isto eleva o engajamento da equipe e assegura que o resultado seja viável. Por isto, a metodologia costuma surtir grande efeito na produtividade, entusiasmo e auto estima dos colaboradores, reduzindo problemas de falta de motivação. Saiba mais sobre o OKR, clicando aqui >>>

MOTIVO 4:Foco nos indicadores históricos e não em indicadores de desempenho

Indicadores históricos são resultados de uma avaliação de desempenho final. É um resultado acabado, que não poderá ser alterado, como mostramos no artigo “Saiba a diferença entre Avaliação de Desempenho e Gestão de Desempenho”. Focar neles é gerir a empresa olhando pelo retrovisor. No BSC, o foco são os indicadores de desempenho, ou seja, os resultados parciais que a empresa vai apresentando a cada nova reunião estratégica e que indicam para onde a empresa está indo e se a estratégia está adequada ou não. O foco em indicadores históricos engessa a ação. O foco nos indicadores de desempenho permite acompanhar resultados de perto, agir com dinamicidade e mudar a estratégia sempre que for necessário.

Para você entender melhor, citamos o exemplo de um atleta de corrida. O indicador histórico é o resultado que ele conseguiu após a conclusão de sua corrida de 200 metros rasos. E a avaliação de seu desempenho é a reflexão sobre em que lugar chegou, em quais quesitos falhou, em que momentos não conseguiu aplicar as técnicas que treinou em detalhes (largada, movimentos dos braços, passada, etc.). Já o indicador de desempenho é o que ele tinha acesso durante a corrida, comparando suas passadas com a dos demais corredores e avaliando em que momentos deveria aplicar maior energia, em que momentos deveria fazer uma curva mais fechada, etc. Isso é o resultado de uma gestão de desempenho, ou seja, uma observação e ação que ocorrem durante a corrida e, no caso das empresas, durante a execução dos objetivos, metas e tarefas que levarão à conquista da execução da estratégia.

MOTIVO 5: Não investir em um sistema de gestão para coletar dados e elaborar relatórios

A forma mais eficiente de realizar a gestão do desempenho no BSC é a partir de um sistema de gestão que consiga automatizar ao máximo a coleta de dados e elaboração de relatórios, permitindo que o tempo e o esforço da equipe seja direcionado à execução da estratégia. A resistência de investir num sistema ou na contratação de um especialista em Excel que possa personalizar e automatizar os relatórios acaba saindo como um tiro pela culatra, pois se os gestores tiverem de ocupar seu tempo e esforço com isso, não conseguirão avançar na mesma qualidade e ritmo que avançariam se fizessem o investimento em um sistema e em um especialista no assunto.

MOTIVO 6: Copiar indicador do vizinho ou escolher indicadores ruins e em número excessivo

A escolha dos indicadores de desempenho, ao contrário do que se poderia supor, é um dos maiores desafios que o BSC impõe à empresa na sua implementação. Isso porque para que indicadores de desempenho sejam RELEVANTES, eles precisam ser PREDITIVOS E TER CAPACIDADE DE INFLUENCIAR O ANDAMENTO DAS METAS. Como já destacamos antes, cada empresa é única, cada empresa tem fraquezas e desafios particulares e isso deve ser levado em consideração na hora da construção de seus indicadores de desempenho. Mesmo que você queira se inspirar em uma empresa do mesmo segmento que o seu, isso pode ser uma estratégia que te fará perder tempo e energia. Outro erro comum é achar que quanto mais indicadores, melhor. Você pode gerenciar 10 indicadores e nenhum deles estar te dizendo de fato se sua equipe está caminhando em direção à meta ou não. Mais uma vez, dedicará tempo e esforços a gerir uma quantidade excessiva de indicadores que te ajudam pouco no avanço da estratégia. O bom indicador demanda estudo e autoconhecimento da empresa. Pode levar um pouco mais de tempo para a empresa encontrar “a veia” certa, o indicador mais eficiente, mas a hora que isso ocorrer, você vai sentir pela primeira vez como é estar seguro e ter o controle de para onde sua empresa está caminhando.

Para te ajudar a pensar sobre isso, retomamos um exemplo que já citamos aqui no BLOG, no artigo “Saiba definir indicadores de desempenho para o seu negócio”:

“Um time de uma empresa de bebidas estava em busca de escolher os indicadores de desempenho mais relevantes para sua Meta Crucialmente Importante, que era: Aumentar a produção anual de água de 175 milhões de litros para 185 milhões de litro até 31 de dezembro.
As primeiras sugestões de indicadores que surgiram, foram:
a)Estipular meta de produção de água mensal;
b)Estipular meta de produção diária.
Qual delas você escolheria??? A resposta certa é: nenhuma das duas!
Porque nenhuma delas diz o que é necessário fazer todos os dias para chegar ao objetivo. Não são preditivas, nem influenciáveis!
Para encontrar o indicador de desempenho RELEVANTE é necessário estar atento às especificidades da empresa. No caso da empresa de água, eles buscaram estudar os motivos que os impediam de aumentar sua produção de água. Descobriram, por meio de um diagnóstico, que o gargalo da produção estava no fato de que eram recorrentes os casos de turnos de trabalho com equipes incompletas e que haviam máquinas improdutivas.
Seus indicadores de desempenho tinham que atuar sobre o que de fato era impeditivo para o alcance da META. Foi assim que definiram dois indicadores de desempenho PRECISOS:
A)O percentual de turnos com equipes completas, que agora buscariam aumentar de 80% para 95%; e
b) O percentual de conformidade com os programas de manutenção preventiva, que agora deveriam aumentar de 72% para 100%.
Estes dois indicadores são claramente PREDITIVOS, ou seja, medem algo que leva ao alcance da meta; e INFLUENCIÁVEIS, ou seja, a ação da equipe influencia diretamente nos resultados.”

Leia mais, clicando aqui>>>

MOTIVO 7: Ser assessorado por especialistas que dominam apenas uma área de gestão.


O BSC é implementado a partir do desdobramento do MVV da empresa em estratégias destinadas às quatro áreas de gestão da empresa, que são Finanças, Processos Internos, Clientes e Aprendizado e crescimento, conforme imagem abaixo (click na imagem para ampliá-la).

BSC

Se o assessor ou consultor que vai auxiliar a empresa na implementação do BSC não possui CHAVE (Conhecimentos, Habilidades, Atitudes, Valores e Experiência) nas áreas de gestão financeira, gestão de pessoas, gestão de estratégia e processos, e gestão de marketing (online e offline), terá dificuldades de auxiliar a empresa como deve ser. Quando o assunto é gestão estratégica, é mais importante ter um profissional que consiga ter uma visão sistêmica do que ter um profissional extremamente especializado em apenas uma das áreas de gestão da empresa.

E então? Esse artigo contribuiu com seus conhecimentos em BSC e gestão estratégica? Qual a maior dificuldade da sua empresa na implementação do BSC? Coloque sua dúvida nos comentários abaixo ou mande-nos um e-mail. Nossos assessores executivos terão o maior prazer em respondê-lo.

Até a próxima leitura!
Um abraço,
Dekker Jordão Baptista
(CEO – DAEXE)

Empresas de alta performance: o que fazem de diferente?

O que empresas de alta performance como Google e Amazon fazem para ter tanto destaque?

Para responder essa pergunta, que temos certeza que aguça muito a sua curiosidade, a EY – Ernst & Young, uma das quatro maiores empresas de serviços profissionais do mundo, presente em 150 países – entrevistou 550 diretores financeiros (CFO) e de recursos humanos (CHRO) em uma pesquisa que buscava descobrir o que as empresas de alta performance faziam diferente das outras.

A principal conclusão é que os diretores dessas áreas nas companhias mais dinâmicas interagem mais e melhor uns com os outros – e isso afeta direta e positivamente o desempenho do negócio. A pesquisa sugere fortes evidências de que uma colaboração efetiva entre o diretor financeiro e o de recursos humanos está associada a um melhor desempenho da empresa e dos colaboradores.

Essa colaboração também está ligada a mais crescimento dos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, além do aprimoramento de métricas de recursos humanos, incluindo participação de empregados e produtividade.

Há também características em comum na forma com que diretores financeiros e de recursos humanos colaboram em empresas de alta performance e isso é o que os diferencia de outros negócios pesquisados.

1. Maior maturidade em estrutura organizacional e modelos operacionais

Os negócios de alta performance que integram a pesquisa demonstram uma maior maturidade na transformação de suas finanças e funções de recursos humanos. Isso significa que ambas as funções integraram processos e têm, em geral, adotado centros de serviço compartilhados.
Seus modelos de governança também são mais maduros. O diretor financeiro e o diretor de recursos humanos, por exemplo, têm mais chances de serem colegas no time de gerência que reporta ao CEO. Diretores financeiro e de recursos humanos de alta performance também se comunicam mais; afinal, passam significativa parte do tempo em discussões, tanto formais, como parte das reuniões de gerência, quanto informais, em conversas individuais.

Se fossemos resumir, poderíamos dizer que pessoas de alta performance:
a) Gastam mais tempo em colaborações;
b) Interagem bem uns com os outros.

2. Maior envolvimento em planejamento estratégico e tomada de decisões

Os líderes financeiro e de recursos humanos em empresas de alta performance têm um papel maior no planejamento estratégico e na tomada de decisão do que aqueles que trabalham em outras empresas. Eles utilizam informações e análises comerciais para elaborar a estratégia em vez de simplesmente reagir a ela. Ou seja, eles trabalham no sentido de identificar soluções para problemas no negócio.

Os diretores financeiros dessas organizações também se envolvem mais efetivamente no planejamento estratégico da mão de obra, ajudando a explorar cenários em potencial e a prever o impacto de tendências mais abrangentes sobre a força de trabalho e a produtividade.

Em outras palavras, pessoas de alta performance:
a) Envolvem-se mais na elaboração de estratégias com a administração da companhia;
b) Utilizam seus relacionamentos para adotar uma abordagem mais propositiva, baseada na identificação de oportunidades e soluções para obter o melhor das pessoas e do capital.

3. Adoção generalizada e maior uso de análises

Análises oferecem uma poderosa plataforma para a colaboração dos setores financeiros e de RH. Quando as informações são consistentes e maduras em ambas as áreas, seus líderes têm a oportunidade de tomar decisões a partir de uma perspectiva mais informada.

Isso contribui para que eles identifiquem oportunidades e riscos e para que entendam o que impulsiona o desempenho nos negócios. Particularmente, um foco em análises de previsão pode ser um diferencial poderoso, já que muitas empresas só focam em indicadores atrasados, como a rotatividade de empregados.

Ao olhar para o futuro, analisar como mudanças no negócio podem impactar nos requisitos de habilidade e avaliar a disponibilidade dessas habilidades no mercado, as empresas têm mais recursos para se planejar com antecedência e determinar a viabilidade de decisões-chave de investimento. Qualquer gargalo relacionado ao potencial de mão de obra fica mais fácil de ser superado assim. O processo de previsão – muitas vezes conduzido por muitos anos – traz maior alinhamento e sinergia entre o setor de finanças e o de recursos humanos.

Portanto:
a) Pessoas de alta performance usam análises para entender melhor a mão de obra;
b) Pessoas de alta performance levam abordagens decorrentes de informações para o processo de tomada de decisão.

4. Medição de recursos humanos mais rigorosa

Uma plataforma de informações e análise de finanças e recursos humanos possibilita abordagens mais sofisticadas para a escolha e o monitoramento de métricas-chave de recursos humanos e de desempenho. Isso significa que as companhias agora podem ir além da seleção restrita de métricas, em um cenário que engloba aquelas informações que realmente importam para o negócio.

Companhias de alta performance reconhecem isso e adotam uma abordagem mais sofisticada para escolha de métricas, que permite basear suas ações no contínuo monitoramento de performance.
a) Pessoas de alta performance avaliam melhor, e avaliam o que realmente importa;
b) Pessoas de alta performance utilizam métricas abrangentes para acompanhar a saúde da organização, não apenas suas finanças.

Portanto, podemos concluir que o relacionamento dos diretores da sua empresa afeta diretamente o desempenho do seu negócio. Com esses resultados em mãos fica fácil analisar a estrutura da organização e fazer as mudanças necessárias para que a sua empresa seja cada vez mais um negócio de alto impacto.

Este conteúdo foi gentilmente cedido pela EY para os leitorores do Blog Daexe. O texto original se encontra aqui.

Até a próxima leitura!
Um abraço,
Dekker Jordão Baptista
(CEO – DAEXE)

Comunicação nas organizações: saiba por que você não manda na sua empresa

É isso mesmo que você leu no título! Grande parte dos empreendedores não mandam na própria empresa. A maioria sequer se dá conta disso. E os motivos de não se darem conta são praticamente os mesmos que tiram a sua autoridade: a falta de tempo, a incapacidade de gerenciar e os sérios problemas de comunicação nas organizações.
O fato é chocante: pelo menos 99% por cento das empresas pelas quais passamos estão padecendo com a má comunicação. A maioria dos assessores e consultores empresariais não hesitaria em concordar conosco.
Você não manda na sua empresa especialmente pelos dois motivos que trazemos abaixo. E não temos dúvidas de que você recordará de exemplos desses fatos que descreveremos instantaneamente. Mas também trazemos duas soluções que podem cortar esse mal pela raiz. Siga com a gente!

Motivo 1 – Suas ordens sequer são executadas pelos colaboradores

Um dos graves erros das lideranças é não se dar conta de que o universo de conhecimento das pessoas é extremamente subjetivo e particular, ou seja, depende das experiências que cada um teve na vida. O que é óbvio para você pode estar completamente distante da realidade do outro. É nesse contexto que muitas das ordens que você transmite aos seus colaboradores são deixadas de lado, são postergadas e, por fim, são definitivamente esquecidas. Não entender isso gera frustrações para todas as partes envolvidas, e na empresa isso se traduz em uma ineficiência extremamente contraproducente. Portanto as ordens que o líder dá à sua equipe devem ser postas com muita clareza.

“Quem deve fazer? Qual o deadline? Se Fulano não sabe fazer, quem pode ensinar?”

Essas são perguntas básicas de execução de atividades. Se somente o líder pode ensinar, deverá reservar um tempo para isso. O que não pode ocorrer de maneira nenhuma é designar uma ordem sem saber se as condições para que ela seja executada existem e sem acompanhar o seu cumprimento, dentro do prazo estabelecido. Essa gestão é que fará com que as ordens que você emite na sua empresa sejam levadas à sério.

Motivo 2 – Suas ordens são executadas de forma errada pelos colaboradores

A crise de comunicação e de gestão das tarefas nas empresas, além do problema da não execução das ordens, também pode gerar o problema da má execução. Nesse caso, ou o colaborador não entendeu a atividade ou ele não se importa com sua autoridade. De qualquer forma, ele acaba cumprindo a ordem designada de uma forma bastante “torta”, do jeito que ele acha que é o certo, e não do jeito que é mais estratégico para a empresa. Uma coisa é certa: se a tarefa tivesse sido comunicada claramente e se o sistema de gestão das tarefas designadas fosse eficiente, as coisas não caminhariam desse jeito, e você estaria economizando frustrações, tempo de retrabalho e, por consequência, poupando seu dinheiro.

COMO MUDAR ESSA REALIDADE NA COMUNICAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES?

Provavelmente você já viu essa situação ocorrer diversas vezes diante dos seus olhos e se sentiu impotente. E não adianta colocar a culpa na equipe ou demitir colaboradores. Muitas vezes a solução passa longe desse tipo de decisão. Nesse contexto nós costumamos orientar nossos assessorados para duas soluções:

Solução 1 – Adote o BSC como ferramenta de gestão para mensurar a execução das atividades:

Não adianta bater cabeça. O que não é mensurado não pode ser gerenciado. E uma ferramenta de gestão estratégica extremamente eficiente para mensurar o que está sendo feito ou não na sua empresa é o Balanced Scorecard (BSC). Essa ferramenta utiliza como um de seus recursos um mapa estratégico no qual as tarefas designadas ficam registradas com descrição de responsáveis e prazo de entrega, e ajuda muito no engajamento dos colaboradores, pois tudo o que precisa ser feito aparece conectado aos motivos estratégicos que levaram àquela decisão. Dessa forma, o colaborador saberá o que fazer, até quando deve fazer e de que forma o seu trabalho é fundamental para o bom desempenho da empresa.

Solução 2 – Peça a ajuda de uma assessoria empresarial:

Não adianta se desesperar. Se ao ler nossa sugestão anterior você pensou “Mas eu não tenho tempo nem conhecimento pra fazer isso”, talvez esteja na hora de você pensar seriamente em contratar um especialista para te assessorar, e isso não é fraqueza. Isso é poupar um esforço e energia extremos que você poderia estar dedicando a outras atividades e decisões que são mais estratégicas para sua empresa. O assessor executivo domina ferramentas de gestão (Balanced Scorecard e outras metodologias de execução). Ele poderá, com muito mais facilidade, mensurar o desempenho particular de seus colaboradores e o desempenho geral de sua empresa. Gestão só se faz com decisão, e tomar decisões estratégicas sem entender do assunto é sempre um risco. Chame quem entende do assunto e somará forças contigo. Você verá que dividir essas responsabilidades com um especialista facilitará o caminho para que você retome as rédeas da sua empresa.

Se você se identificou com a situação descrita neste artigo, entre em contato com seu assessor executivo do Daexe! É só deixar sua dúvida nos comentários abaixo.

Até a próxima leitura!
Um abraço,
Dekker Jordão Baptista
(CEO – DAEXE)

5 passos para resolver todos problemas na empresa

A quantidade de dinheiro que você ganha na vida está condicionada à complexidade do problema que você é capaz de resolver.” Você concorda? Essa é uma frase relativamente conhecida e, pensando bem, salvo exceções como ganhar na loteria.

A afirmação não está equivocada. Independentemente das profissões ou funções que exercemos para o nosso ganha-pão, podemos afirmar que “somos pagos para resolver problemas”. E também entendemos que a complexidade do problema dirá se vamos receber mais ou menos para resolvê-lo.

Nossos colaboradores, da mesma forma, são contratados para resolverem problemas: os nossos e os de nossos clientes. Apesar disso, um erro que vemos muitos empresários cometerem é concentrar demais a resolução dos problemas em si mesmo. Com o acúmulo de funções, o empreendedor acaba perdendo a capacidade de focar no crucialmente importante e de pensar o futuro do empreendimento de forma mais estratégica. Isso também reduz seus rendimentos, pois seus esforços deviam ser dedicados a resolver problemas de maior complexidade e melhor remuneração.

Neste artigo, apresentamos uma solução simples e didática para resolver essa questão. São 5 perguntas para resolver problemas, que todo empresário deve ensinar a sua equipe. Teste esse método nas reuniões de solução de problemas da sua empresa. E veja como seus colaboradores são capazes de superar suas expectativas.

Veja também Planejamento Estratégico: O que é?

Passo 1: Qual problema vamos resolver na reunião?

Já apresentamos, no artigo “As 3 regras de ouro das reuniões estratégicas de sucesso“, que reuniões de sucesso tem uma pauta enxuta, para evitar dispersões e assuntos que não resolvem o problema. A pergunta “qual problema vamos resolver na reunião” é excelente para garantir uma objetividade.

Pode ser que sua equipe não esteja ainda madura para responder a essa pergunta. E neste caso, o chefe definirá qual o problema, deixando que a equipe foque mais nos próximos passos. Com o tempo e a experiência, ficará mais fácil que a equipe consiga definir qual o problema. E o chefe poderá delimitar que problemas exigem sua presença ou não. Essa é uma excelente forma de delegar tarefas e de treinar a proatividade de seus colaboradores para encontrar soluções quando você não estiver disponível.

Passo 2: Quais as causas do problema?

Na pergunta dois, já estamos pensando mais objetivamente na solução. Nesse momento, cada um dos presentes deverá apontar as causas que provocaram o surgimento daquele problema em específico. A quantidade de causas a serem apontadas dependerá do tamanho da equipe e da complexidade do problema. Por exemplo, se sua equipe for pequena, defina que cada membro levantará até 3 causas. Se for uma equipe maior, limite a 1 causa.
Feita a lista de possíveis causas, perceberão que algumas se repetem com frequência e geram maior consenso entre os reunidos. Escolham 3 causas para trabalhar objetivamente na solução do problema.

Passo 3: Quais são as possíveis soluções?

Com as causas do problema em mente, a equipe presente na reunião deve sugerir soluções. Novamente, cada membro da equipe deverá propor de 1 a 3 soluções para cada causa. A depender do tamanho da equipe e da complexidade do problema.

Passo 4: Qual a melhor solução, entre as apresentadas?

Nesse momento, é a hora de a equipe decidir conjuntamente quais soluções apresentadas na reunião tem maior capacidade de solucionar as causas apontadas para o problema.

Passo 5: Vamos ao Plano de Ação!

Com as soluções de maior adesão em mãos, é a hora de traçar um Plano de Ação. Uma forma de organizar a ação solucionadora é através de uma ferramenta bastante conhecida no mundo empresarial, os 5W2H. Para utilizá-la, a equipe terá de ser capaz de responder 7 perguntas, que são:


1) O quê? (What?) – que solução vamos executar;
2) Por quê? (Why?) – por que adotamos essa solução;
3) Onde? (Where?) – onde ela será aplicada;
4) Quando? (When?) – quando começa e quando termina a ação;
5) Quem? (Who?) – quem implementará a solução;
6) Como? (How?) – qual método utilizaremos para implementá-la;
7) Quando custa? (How much?) – qual o custo da solução que adotamos.

Aplique essa metodologia na sua próxima reunião com seus colaboradores, incentivando que ela se torne uma rotina na sua empresa. Recomende aos seus colaboradores, quando surgir um problema, que antes de entrarem em contato contigo. Eles tentem exercitar esses passos para te apresentarem também uma possível solução.

Se esse sistema de resolução de problemas se tornar uma cultura na sua empresa. Certamente você terá colaboradores mais seguros e proativos, além de mais tempo para focar na estratégia. Depois venha compartilhar conosco os resultados, deixando seu testemunho nos comentários abaixo!

Continue seus estudos sobre Estratégia aqui no Blog Daexe, com a leitura dos dois artigos abaixo.

Para saber como uma das metodologias de gestão estratégica mais utilizadas do mundo (Balanced Scorecard – BSC) pode te ajudar a focar no crucialmente importante, clique aqui>>>BSC: 4 armadilhas que estão tirando o seu foco do crucialmente importante

Para saber qual o segredo que as maiores empresas do mundo utilizam para que suas reuniões estratégicas sejam um sucesso, clique aqui>>> As 3 regras de ouro das reuniões estratégicas de sucesso.

BSC: 4 armadilhas que estão tirando o seu foco do crucialmente importante

Nós atuamos no ramo de consultoria e assessoria empresarial há muitos anos, e podemos afirmar com toda certeza: uma organização só consegue crescer de forma sustentável com foco, planejamento e estratégia!
O problema é que todos os dias, uma série de questões surgem para tirar o seu foco do crucialmente importante.
Hoje nós listamos 4 armadilhas que estão tirando o seu foco do que realmente importa para fazer a sua empresa crescer. Veja se não está caindo em uma delas!

Não ter um objetivo realmente engajador
Geralmente cada membro de uma equipe tem uma meta individual. Um quer ganhar dinheiro, outro está em busca de reconhecimento profissional ou de uma promoção. Mas se essas pessoas não encontram um objetivo em comum que mova a equipe em prol da organização, todo o trabalho pode ser comprometido. Trabalho em equipe só funciona quando os membros da equipe possuem um objetivo maior, ou seja, um objetivo acima dos objetivos pessoais, que engaje todos os envolvidos.

Focar nos culpados e não nas soluções
Quantas reuniões de planejamento são desperdiçadas com discussões infindáveis sobre quem errou, de quem é a culpa? Não que os erros devam passar impunes, mas se o mesmo tempo e energia fossem gastos para pensar soluções, os resultados seriam inacreditáveis. Pense nisso!

Falta de planejamento e respeito a prazos
Sem foco no que realmente traz impacto para mover a organização de onde está para onde quer chegar, e sem planejamento para realizar isso, nenhuma equipe vai para frente. As prioridades tem de estar claras, e cada um deve saber muito bem qual o seu papel dentro da equipe, seguindo à risca o que foi definido (tarefas e prazos).

Trabalhar sem o apoio de uma metodologia de Gestão Estratégica
Nós trabalhamos com Balanced Scorecard (BSC), que é uma metodologia de gestão estratégica que consegue alinhar os objetivos e metas individuais e coletivos, criando regras e prazos. Se você está trabalhando sem uma metodologia de gestão para apoiar o planejamento, as chances de insucesso são muito maiores.

Consulte agora mesmo seu assessor executivo do Daexe e saiba mais sobre metodologias de gestão que realmente podem te ajudar a não perder o foco!

Quero fechar minha empresa. E agora?

Essa é um pergunta que nós sinceramente torcemos para não ouvir dos empresários que nos procuram. A missão do Daexe é auxiliar os empreendedores na realização do seu sonho empresarial.
Mas às vezes o negócio se torna inviável por uma série de motivos, de cunho pessoal, profissional ou mercadológico, e o fechamento acaba sendo uma opção. Em outros casos, o negócio vai bem, mas o empreendedor quer se desfazer do negócio, seguir outro rumo. Enfim, essas são questões que fazem parte do mundo empresarial e nós do Daexe certamente estaremos lado a lado com nossos assessorados auxiliando-os a tomarem as melhores decisões.

Infelizmente, abrir uma empresa é muito mais fácil do que fechá-la. Dá para acreditar? Por isso, nesse artigo, trazemos alguns esclarecimentos que poderão te dar um norte, se esse for o seu caso.
A primeira coisa que você precisa saber é que é um engano pensar que para fechar um empresa basta procurar um contador e entregar tudo em suas mãos. Não é bem assim. Basicamente, fechar uma empresa exige que dois processos caminhem juntos: o encerramento prático e o encerramento burocrático.

Encerramento prático

É o encerramento que só pode ser feito pela própria empresa. Significa encerrar as atividades, a começar por:

Demissão de funcionários e acerto de contas: antes do contador por a mão na massa, o empresário terá de demitir todos os funcionários, pagá-los e rescindir os contratos com as homologações, quando necessárias. É importante saber que funcionários em qualquer tipo de licença (maternidade, saúde, etc.), só poderão ser demitidos após o encerramento de sua licença. Portanto, antes disso, o contador não poderá fechar a empresa.

Dar destinos aos ativos: Todos os ativos, sejam os estoques, sejam os ativos imobilizados (como mesas, cadeiras, computadores, vitrines, manequins, máquinas, equipamentos, instalações) deverão ter algum destino definido e apresentado à contabilidade. Ficará à critério da empresa liquidá-los via venda, promoções, sucata, ou ainda pode valorizá-los entregando-os aos sócios como devolução parcial do capital social investido por eles.

Encerrar contas a pagar e a receber: Fechar a empresa exige que todas as contas sejam encerradas, ou seja, não se pode ter nenhum pendência de recebimentos ou pagamentos. Por exemplo, não há como o contador dar início ao encerramento burocrático da empresa se você estiver pleiteando recebimento de algum cliente ou se estiver se defendendo judicialmente de uma cobrança indevida. Só após o termino das discussões judiciais será possível encerrar a empresa. Impostos parcelados também representam um impedimento e deverão ser quitados. As contas bancárias da empresa também deverão ser encerradas, através do pedido formal, do acerto de pendências, do saque do valor que houver na conta e da devolução de talões de cheque, se houver.

Encerramento Burocrático

Somente após tudo isso, o contador poderá dar prosseguimento ao encerramento burocrático. Basicamente, nesta fase o profissional comunicará o encerramento das atividades da empresa junto aos órgãos competentes (Prefeitura, Secretaria da Fazenda, Receita Federal, Junta Comercial, INSS, Caixa Econômica Federal, entre outros, se houver), elaborando as certidões e executando os demais procedimentos burocráticos necessários ao fechamento da empresa.

Nós esperamos que estas dicas tenham sido úteis para você. Se houver mais dúvidas, entre em contato com seu Assessor Executivo do Daexe. É só nos deixar a sua pergunta nos comentários abaixo. Será um prazer atendê-lo.

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