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Como Convencer os Stakeholders a Usarem o Conceito de Balanced Scorecard

 

Como Convencer os Stakeholders a Usarem o Conceito de Balanced Scorecard

Este artigo foi escrito por Aleksey Savkin e gentilmente cedido para os leitores do blog da Daexe.

O Balanced Scorecard é uma ferramenta de negócios reconhecida mundialmente pelos executivos das empresas. O segredo do projeto de sucesso do BSC é que todos os principais funcionários, proprietários de empresas e gerentes de alto escalão estão envolvidos.

As pesquisas mostram que o maior desafio durante a implementação do BSC é o problema motivacional. Antes de iniciar um projeto de Balanced Scorecard, é necessário explicar esta abordagem de negócio a todas as partes interessadas (stakeholders). De modo a que integrem a concepção do Balanced Scorecard e, no futuro, se tornem usuários ativos desta ferramenta comercial. Com certeza, você também enfrentará alguns problemas técnicos, mas será fácil resolvê-los se tiver todos os stakeholders ao seu lado.

O Balanced Scorecard já é amplamente usado

Iniciemos com alguns fatos básicos. A estatística mostra que a estrutura do Balanced Scorecard já é amplamente utilizada em empresas em todo o mundo:

Segundo o estudo da Cranfield University:

  • Mais de 50% das grandes empresas usam algum tipo de Balanced Scorecard.

Segundo o levantamento feito pela 2GC sobre o uso do Balanced Scorecard:

  • 31% das empresas declararam que o Balanced Scorecard é extremamente prestativo, e 42% que ele é muito útil
  • 34% das empresas entrevistadas usam o BSC para gestão estratégica, 35% o usam para relatórios e 17% para gestão operacional

Segundo a Bain & Co

  • Cerca de 70 por cento das organizações implementaram, pelo menos parcialmente, um Balanced Scorecard até 2006.
  • 50% das empresas da Fortune 1.000 estão usando o Balanced Scorecard
  • O Balanced Scorecard foi uma das 5 ferramentas de negócios mais utilizadas em 2013

Você encontrará todas as estatísticas mencionadas no artigo Balanced Scorecard: Folha Informativa e Estatísticas.

Até agora, vemos que o Balanced Scorecard é amplamente utilizado, mas por que é usado? Seguem aqui mais alguns dados que revelam problemas que todas as empresas enfrentam e que o Balanced Scorecard aborda:

De acordo com o Balanced Scorecard Colaborativo

  • 95% da força de trabalho típica não entende a estratégia de suas organizações
  • 90% das organizações não conseguem executar suas estratégias com sucesso
  • 70% das organizações não vinculam os incentivos da gestão intermediária à estratégia

 

O Balanced Scorecard permite que se veja o que há de mais importante

É aí que o Balanced Scorecard entra. Ele permite que você veja o quadro geral do que está acontecendo na empresa e compartilhe esse quadro com os funcionários. Como resultado, os funcionários de nível de atendimento começam a ver a conexão entre o que estão fazendo no momento e a estratégia da empresa. Os executivos aproveitam a visão de cima do que está acontecendo na empresa, por que isso está acontecendo e qual é a resposta da empresa.

Analise seu último lapso

Todo negócio falha em algum projeto ou outro. Na maioria dos casos, não é a questão de uma estratégia errada, mas sim uma questão de má execução. Dê uma olhada no seu último fracasso comercial:

  • Se você tivesse feito um trabalho melhor, você teria uma maior compreensão do que está acontecendo?
  • Seus funcionários alcançariam melhores resultados caso soubessem do plano estratégico por trás de seu trabalho?
  • Se o seu projeto seria mais previsível, você usaria medidas claramente definidas e KPIs?

Caso tenha respondido “Sim” a pelo menos uma das perguntas, o Balanced Scorecard poderá ajudá-lo neste caso. A alta gestão estaria mais focada nos principais desafios do projeto e os funcionários poderiam atingir melhores resultados mais rapidamente. O BSC não é uma pílula mágica e não lhe garante a solução de nenhum problema comercial, mas permite que sua equipe mantenha o foco e minimize os riscos na execução da estratégia.

Já temos os KPIs! 

A maioria dos gestores comerciais argumenta que eles já têm KPIs e, com essa ferramenta, gerenciam seus negócios. Infelizmente, os KPIs são para medição, não para a gestão. Eles podem dar algumas ideias, mas falta-lhes a conexão com a estratégia, os objetivos comerciais e os planos de ação. Foi discutido em detalhes no artigo “Por que a maioria dos KPIs não funciona e o que fazer a respeito”? Para funcionarem de forma eficaz, os KPIs devem ser colocados em um contexto comercial.

Como exatamente o Balanced Scorecard poderá ajudar?

A essa altura, sabemos que para executar uma estratégia de negócios de maneira eficaz, os gestores de alto escalão, gerentes de departamento e funcionários de nível de atendimento precisam ter uma visão geral do que está acontecendo no negócio e por quê. As iniciativas de gestão devem estar alinhadas com a estratégia e precisamos de KPIs para sabermos que estamos no caminho certo. A questão é: “Como o Balanced Scorecard pode nos ajudar”?

  • Obriga os altos executivos a formalizar suas ideias estratégicas em uma forma de mapa estratégico. O mapa estratégico deve ter objetivos comerciais e o mais importante é que, esses objetivos de negócios, devem ser interligados por uma conexão de causa e efeito.
  • Os KPIs estarão alinhados aos objetivos comerciais, para que saibamos se estamos no caminho certo para alcançar o objetivo comercial.
  • No BSC, para cada objetivo comercial, teremos um plano de ação que informará aos funcionários o que eles devem fazer para atingir o objetivo comercial específico.
  • O projeto do Balanced Scorecard será em cascata. O Balanced Scorecard, com seus KPIs e planos de ação, não deve ser usado apenas pelos gestores seniores, mas sim delegado aos níveis departamentais.

Você ainda precisa das suas ferramentas de gestão de tarefas/projetos?

O Balanced Scorecard não substitui as ferramentas clássicas de gestão de projetos. O BSC aborda os problemas de execução da estratégia, não os desafios no gerenciamento de tarefas. O Balanced Scorecard fornece um contexto de negócios para tarefas operacionais. Em vez de apenas fazer o seu trabalho, os funcionários poderão entender por que eles estão fazendo isso e porque é importante. Permite mudar a percepção do trabalho. Como resultado, as empresas que implementaram o Balanced Scorecard relataram aumentos significativos no desempenho final dos negócios.

Segundo o levantamento feito pela 2GC sobre o uso do Balanced Scorecard:

  • Os impactos mais significativos da implementação do Balanced Scorecard foram encontrados nas ações empresariais (83%).
  • Segundo o Fórum do Balanced Scorecard
  • 80% das organizações que utilizam o Balanced Scorecard relataram melhorias no desempenho operacional
  • 66% dessas organizações relataram um aumento nos lucros

O Balanced Scorecard e um painel não são a mesma coisa

A maioria das empresas tem algum tipo de painel. Um painel e um Balanced Scorecard não são as mesmas ferramentas comerciais. Eles são projetados para diferentes propósitos.

  • Os painéis ajudam a gerar algumas percepções comerciais. Os painéis são ótimos para monitorar o estado atual dos negócios.
  • Quando se trata de novos desafios, você precisará de um indicador de desempenho que rastreie seu progresso em direção aos objetivos de negócios especificados.

Para um gestor de alto escalão, o Balanced Scorecard:

  • Lhe dá uma visão macro do que está acontecendo na empresa
  • Ajuda a formular e executar a estratégia
  • Auxilia na visualização de informações cruciais no mapa estratégico

Na próxima vez em que um gestor de alto escalão precise tomar algum tipo de decisão comercial, ele ou ela não terá apenas informações operacionais, mas também terá a compreensão das conexões de causa e efeito entre os objetivos de negócios envolvidos e as soluções de negócios sugeridas.

Quais são os entre os benefícios BSC para um gestor de unidades comerciais?

  • Para um gestor de unidades comerciais, o Balanced Scorecard:
  • Ajuda a monitorar o desempenho atual
  • Ajuda a acompanhar o progresso em direção aos objetivos comerciais
  • Visualiza informações importantes sobre desempenho

Junto do Balanced Scorecard, as iniciativas de alto nível serão traduzidas mais logicamente para o nível departamental. Dessa forma, os gerentes das unidades comerciais poderão concentrar-se no que é importante e evitar fazer um trabalho que não ajuda a empresa a executar sua estratégia.

Quais são os benefícios do BSC para funcionário do nível de atendimento?

Para os funcionários do nível de atendimento, o Balanced Scorecard:

  • Mostra como a tarefa atual está vinculada à estratégia da empresa
  • Acompanha o desempenho atual de forma transparente

Os funcionários ficam feliz por realizarem um trabalho onde um objetivo final e as medidas de progresso são claramente definidas. Com o Balanced Scorecard, os gestores estruturais poderão traduzir para os funcionários de nível de linha não apenas o que deve ser feito, mas por que isso deve ser feito. Conhecer o objetivo final ajuda os funcionários a realizar seu trabalho com mais eficiência.

O QUE SE PODE FAZER no Balanced Scorecard:

  • Não execute o projeto do BSC sozinho. Os gestores de alto escalão gostam de jogar seus joguinhos sozinhos. No caso do Balanced Scorecard, isso não funcionará. Envolva sua equipe o mais rápido possível. Dessa forma, você obterá melhores KPIs, objetivos comerciais, planos de ação e, por fim, obterá melhores resultados.
  • Não use KPIs de recompensa. Vincular recompensas a KPIs específicos facilitará muito a vida do RH, mas não é recomendado o uso de KPIs de recompensas em seu indicador de desempenho; as pesquisas e práticas recomendadas também confirmam esse ponto de vista. Confira o artigo “Remuneração e recompensa por práticas recomendadas de KPI” para obter mais detalhes.
  • Não copie os KPIs de outras empresas. Você precisa mapear seus objetivos de negócios e, em seguida, criar KPIs que medirão seu progresso em relação aos objetivos comerciais ou monitorarão seu desempenho atual. Os objetivos comerciais vêm em primeiro lugar, não os KPIs. Por esse motivo, não faz sentido copiar os KPIs dos outros.

Escolhendo uma ferramenta de automação

Como foi mostrado, o Balanced Scorecard não tem a ver com poucos KPIs e não se destina apenas aos gestores de alto escalão. Para ajudar a empresa a executar sua estratégia, o Balanced Scorecard deve fazer parte do conjunto de ferramentas comerciais de todos os departamentos. A questão é: qual ferramenta de automação de software uma empresa pode usar para o Balanced Scorecard?

  • O Excel é uma ótima opção quando você está diante de um protótipo
  • Quando se trata do mapa estratégico, em cascata, partilhando o seu BSC, escolha um software profissional do Balanced Scorecard como o BSC Designer.

É melhor compartilhar a verdade

Fatos dizem, histórias vendem. Temos de aprender muitos fatos sobre o Balanced Scorecard, mas, para ser realmente persuasivo, é necessário partilhar histórias sobre o Balanced Scorecard com as partes interessadas.

O software BSC Designer ajudou muitas empresas na automação do conceito do Balanced Scorecard. Visite a seção de depoimentos no BSC Designer. Lá, você encontrará mais de 80 depoimentos de usuários de várias empresas de todo o mundo.

Histórias para o mundo dos negócios

As pessoas envolvidas com negócios gostam de ver não apenas os depoimentos do usuário, mas os estudos de caso com mais fatos e detalhes. Compartilhe com sua parte interessada uma das histórias comerciais de nossa seção de estudos de caso. Seguem abaixo alguns estudos de caso mais recentes:

  • A empresa de desenvolvimento de software 2Realpeople utilizou o quadro do Balanced Scorecard automatizado com o BSC Designer para modelar a sua estratégia comercial para 2014.
  • O fornecedor de serviços de segurança da informação, localizado na Eslovénia, a empresa Astec d.o.o. iniciou o projeto do Balanced Scorecard para implementar o controle em seus processos comerciais.
  • Os principais gestores do Concept Italia usam o software BSC Designer para avaliar o nível de realização dos objetivos comerciais. Um dos principais objetivos do uso do BSC Designer na empresa é melhorar a satisfação do cliente.
  • O software BSC Designer suporta uma mudança cultural do tipo “estou fazendo meu trabalho” para “eu entendo a estratégia”, na Talent Consulting.

Ainda duvida do Balanced Scorecard?

É uma tarefa desafiadora capturar todas as características e detalhes sobre o Balanced Scorecard em apenas um artigo. Você encontrará mais detalhes e artigos perspicazes sobre o Balanced Scorecard em outros Artigos do nosso Blog. Além disso, sinta-se à vontade para nos enviar suas perguntas, conte com a Daexe !

Balanced Scorecard: Folha Informativa e Estatísticas

 

Balanced Scorecard: Folha Informativa e Estatísticas

Este artigo foi escrito por Aleksey Savkin e gentilmente cedido para os leitores do blog da Daexe.

Existem alguns fatos sobre o Balanced Scorecard que devem ser verificados antes de se iniciar a implementação deste sistema de gestão de desempenho. Como resultado, temos a certeza de que você estará interessado em tentar implementar esse conceito em seu negócio.

De acordo com o Relatório do Estado Global de Pesquisas sobre Estratégia e Liderança de 2014

  • 72% dos executivos das pesquisas responderam que seu modelo de negócios “estará sob ameaça nos próximos cinco anos”.
  • 54% dos entrevistados relataram um mau alinhamento vertical.
  • Para a descrição da estratégia, os executivos usam: SWOT (61%), Modelagem Financeira (55%), Balanced Scorecard (49%)

Segunda o Levantamento Anual de Uso do BSC de 2014

  • 64% dos participantes responderam que usam o BSC para sua gestão estratégica.
  • 44% dos participantes responderam que emitem mensalmente relatórios, conforme o BSC.

De acordo com o Balanced Scorecard

  • Mais de 50 porcento das grandes empresas usa algum tipo de conjunto de indicadores de desempenho, segundo estudo da Cranfield University

Leia também: Como o Balanced Scorecard de 2014 Foi Avaliado? Confira a Análise dos Resultados da Pesquisa

Segundo o Balanced Scorecard Collaborative

  • 95% da força de trabalho típica não entende a estratégia de suas organizações
  • 90% das organizações não consegue executar suas estratégias com sucesso
  • 86% das equipes executivas gasta menos de uma hora por mês discutindo a estratégia
  • 70% das organizações não vincula os incentivos da gestão intermediária à estratégia
  • 60% das organizações não vincula a estratégia ao orçamento

Há alguns fatos sobre o Balanced Scorecard que devemos verificar antes de iniciar a implementação deste Sistema de gestão de desempenhos. Como resultado, temos a certeza de que você terá interesse em tentar implementar o conceito de Balanced Scorecard em sua empresa.

De acordo com o relatório BSC de Frustrações e Desafios:

  • 30% das frustrações e desafios do BSC estão associados aos aspectos de motivação do Balanced Scorecard

De acordo com o levantamento da 2GC sobre o uso do Balanced Scorecard:

  • 31% das empresas declararam que o Balanced Scorecard é extremamente útil, enquanto que 42% dizem ser ele muito útil
  • 34% das empresas entrevistadas usam o BSC para gestão estratégica, 35% para emissão de relatórios, 17% para gestão operacional
  • 29% das empresas utilizaram consultores externos para conceber o Balanced Scorecard
  • Os impactos mais significativos da implementação do BSC foram constatados nas ações (83%) e comportamentos (58%) comerciais; a avaliação tem impacto de 63% e o sistema de recompensas tem menor impacto (cerca de 30%)
  • A maior parte dos Balanced Scorecards foi utilizada para fins de planejamento (79%), orçamento (70%) e estabelecimento de metas (51%)

Segundo o Fórum do Balanced Scorecard

  • 80% das organizações que usam o Balanced Scorecard relataram melhorias no desempenho operacional
  • 66% dessas organizações relataram um aumento nos lucros

Segundo a Bain & Co

  • Cerca de 70% das organizações implementaram, pelo menos parcialmente, um Balanced Scorecard até 2006.
  • 50% das empresas da Fortune 1.000 utilizam o Balanced Scorecard

Segundo o Levantamento feito pela(o) “Consulta Anual de Negócios/Balanced Scorecard

  • 37% dos entrevistados não estão satisfeitos com a forma como medem sua organização
  • 67% dos entrevistados usam planilhas
  • 19,5% usam software especializado de gestão de desempenho
  • 19,5% responderam que os Scorecards de seus negócios fornecem o nível certo de informações para que eles possam tomar decisões estratégicas
  • 31,2% têm de 11-20 KPIs nos seus Scorecards e 37,7% têm 1-10 KPIs
  • 40,3% dos entrevistados confirmaram que sua gestão executiva tem um compromisso com seu indicador de desempenho, e apenas 18,8% responderam que existe um compromisso por parte dos departamentos
  • Para 44,2% dos participantes, um indicador de desempenho comercial ainda é uma medida, e não uma ferramenta de gestão
  • 20% das empresas implementaram com sucesso os produtos de softwares de gestão de desempenho e relataram uma influência positiva de seus Scorecard, no desempenho final dos negócios.

Leia também: A Importância de uma Auditoria no Planejamento e Implantação do Balanced Scorecard

De acordo com o levantamento salarial da Indeed.com

  • Para o título “Balanced Scorecard”, o salário anual médio a partir de 2012 será de $ 112.000,00
  • A média salarial envolvendo os postos de trabalhos relacionados ao Balanced Scorecard é 84% superior à média dos salários de todos os postos de trabalho.

O que dizem os especialistas

  • Entrevistamos vários especialistas em gestão de desempenho. Confira o que eles pensam sobre o BSC, KPIs e outras ferramentas comerciais populares

Perfil do Usuário

Embora a maioria dos profissionais de negócios possa se beneficiar deste conceito, certamente há alguns especialistas que fazem parte do nosso perfil principal de usuários.

  • CEOs, fundadores da empresa
  • Profissionais de Estratégia Empresarial e Planejamento Estratégico
  • Especialistas em Gestão de Mudanças, Melhoria de Processos e Desenvolvimento de Negócios
  • Gestores de processos
  • Profissionais da Análise de Negócios e de Consultoria de Gestão
  • Gestores de garantia de qualidade
  • Especialistas em RH
  • Gestores da cadeia de suprimentos
  • Gestores de marketing
  • Diretores operacionais

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Como o Balanced Scorecard de 2014 Foi Avaliado? Confira a Análise dos Resultados da Pesquisa

 

Veja Como o Balanced Scorecard de 2014 Foi Avaliado.

Este artigo foi escrito por Aleksey Savkin e gentilmente cedido para os leitores do blog da Daexe.

A 2GC Active Management publicou recentemente sua pesquisa anual acerca do Balanced Scorecard de 2014. Em dez páginas, eles compartilharam os resultados da pesquisa juntamente com as principais descobertas e análises de tendências. Seguem aqui alguns dos que eu considero especialmente interessantes para aqueles que estão planejando implementar o Balanced Scorecard ou que acham que é hora de atualizar seu projeto do BSC.

  • 64% usam o BSC para sua gestão estratégica
  • 58% usam o BSC para sua gestão operacional
  • 44% emitem relatórios segundo o BSC mensalmente
  • 28% usam o BSC apenas para emissão de relatórios
  • Os links de premiações relativas ao BSC diminuíram na faixa de quase o dobro de 20%
  • Apenas 22% usam o software de automação do BSC

COMO O BALANCED SCORECARD FOI AVALIADO EM 2014?

64% dos participantes (duas vezes mais que em 2013) responderam que usam o Balanced Scorecard em sua gestão estratégica.O uso do BSC na gestão estratégica

  • 58% dos participantes (um aumento de quase um terço em relação a 2013) relataram na pesquisa que usam o BSC em sua gestão operacional.
  • O número daqueles que o utilizam para relatórios recuou levemente para 28%

Pessoalmente, acho que isso reflete uma mudança positiva na compreensão do papel do BSC. Os profissionais de negócios começaram a tratar o BSC não como uma ferramenta de medição simples. Mas como uma ferramenta de gestão que os ajuda a entender melhor a estratégia. Em vez de apenas disponibilizar alguns números no final do período de emissão de relatórios.

  • 44% dos participantes responderam que emitem relatórios mensais em conformidade com o BSC. Este fato também confirma a tendência geral de tornar o BSC uma ferramenta comercial diária.

Leia também: Balanced Scorecard: Folha Informativa e Estatísticas

Menor número de recompensas vinculadas ao Balanced Scorecard

Antes, vínhamos discutindo algumas das melhores práticas sobre o alinhamento dos planos de remuneração do Balanced Scorecard. Os resultados empíricos da pesquisa confirmam que as empresas estão menos entusiasmadas em vincular o BSC às gratificações individuais; a respectiva percentagem das empresas diminuiu em um número beirando o dobro de 20%.

De acordo com os resultados da pesquisa, apenas 22% utilizam softwares de automação para o Balanced Scorecard. A maioria dos entrevistados (39%) ainda usa o software do escritório para esse fim. Acredito que isso possa ser explicado pelo nível de maturidade dos projetos do BSC. A pesquisa refere-se à classificação pautada na geração do BSC, a qual foi explicada anteriormente. A maioria das empresas ainda utiliza o BSC de 1ª geração (30%) e 2ª geração (50%), sendo que apenas 20% utilizam o BSC de 3ª geração.

No momento, o BSC encontra-se mais alinhado com o restante da empresa do que em 2012

Por fim, de acordo com os resultados do levantamento, 44% (30% em 2012) das organizações informaram que possuem múltiplos conjuntos de indicadores de desempenhos. Acredito que isso seja uma evidência indireta do melhor alinhamento do BSC entre as empresas. Mais empresas entendem que o BSC destinado ao alto nível hierárquico seja bom para a gestão, mas não para os departamentos ou funcionários de atendimento ao público.

Leia também: Planejamento Estratégico: O que é?

Como será o Balanced Scorecard em 2015?

Em geral, a pesquisa confirma que existem muitas tendências positivas:

  • Em 2015, veremos ainda mais empresas migrando do BSC mais antigo para o conjunto de indicadores de desempenho de 3ª geração;
  • Mais indicadores de desempenho comercial serão traduzidos para os níveis mais baixos e alinhados com os indicadores de desempenho do nível hierárquico mais alto;
  • A necessidade do software de automação do BSC aumentará;
  • O papel do BSC evoluirá ainda mais de um simples relato para a gestão estratégica;
  • O papel do BSC evoluirá ainda mais de uma simples emissão de relatórios para a gestão estratégica;

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A Importância de uma Auditoria no Planejamento e Implantação do Balanced Scorecard

Auditoria do Balanced Scorecard: Porque é importante fazer  após sua implantação e após seu Planejamento.

Auditoria é um exame sistemático das atividades desenvolvidas em determinada empresa ou setor. Tendo objetivo de averiguar se elas estão de acordo com as disposições planejadas e/ou estabelecidas previamente. Além disso, se foram implementadas com eficácia e se estão adequadas.

Quando realizada de maneira periódica, é possível encontrar erros e corrigi-los antes que seja tarde demais. Por isso, ao fazer uma auditoria procure fazer na fase inicial de um processo, mantendo assim seu controle.  Isso também é bom e bem visto pelos clientes, pois demonstra a eles que a sua empresa é séria.

As auditorias são classificadas como externa ou internas. Quando se fala de auditoria externa a averiguação será feita em áreas como financeiro, de qualidade, gestão, recursos humanos, sistemas, jurídico, dentre outros. Normalmente é feito por um auditor contratado, que possua especialização na área auditada.

Para entender melhor, vou exemplificar com a auditoria de qualidade. Que é feita a partir de um instrumento gerencial utilizado nas ações referente a qualidade prevista num sistema de qualidade. Portanto, é um processo construtivo e de auxílio a prevenção de problemas.

Já as auditorias internas são feitas voltadas para governança corporativa, gestão de riscos, dentre outros. É feito por alguém da empresa mesmo, que irá apontar e garantir cumprimento dos regimentos, normas e politicas internas. Além de, relatar algum desvio ou vulnerabilidade que possa ter na empresa.

Para exemplificar temos uma Lista de verificação para auditoria do Balanced Scorecard. Use a lista para auditar seu projeto de Balanced Scorecard. Encontrar possíveis problemas e corrigi-los durante os estágios iniciais antes que eles resultem emproblemas maiores.

Leia também: Gestão Documental

Auditoria do Balanced Scorecard

O Balanced Scorecard (BSC) é um método de gestão estratégica, e pode ser traduzido como Indicadores Balanceados de Desempenho. A expressão “indicadores balanceados” significa que a seleção de indicadores não se restringe à área financeira, abrangendo também resultados considerados intangíveis. É o balanço de todos estes aspectos que vai indicar quais mudanças que precisam ser feitas na estratégia da organização. Para traçar o plano levando em conta as perspectivas de um cenário futuro.

O BSC pretende abranger as ações de curto e longo prazo, estabelecendo um equilíbrio entre elas; entre medidas financeiras e não-financeiras; entre indicadores de desempenho e Histórico; entre perspectiva interna e externa do desempenho. Como resultado, proporcionando uma visão mais integral da organização.

A auditoria do Balanced Scorecard pode ser feito tanto interna, como externa. Portanto, auditoria serve para analisar se sua empresa está seguindo ou não as normas. Assim, se entender que precisa fazer uma auditoria faça e não corra riscos desnecessários, evite problemas.

E no caso do BSC não é diferente, procure fazer auditoria após implantá-lo e também após o seu planejamento. É importante para averiguar o quanto seu projeto do Balanced Scorecard está sendo executado de maneira correta. Certamente, se não estiver é o momento para corrigi-lo.

 

 

Rafaela de Souza Batista

Bacharela em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNIEURO. Assistente Executiva de Marketing no Departamento de Assessoria Executiva – Daexe.  Gosta de escrever, ler, criar peças publicitária, diagramar e executar tarefas de ações e estratégias marketing. Pesquisadora em comportamento do consumidor.

 

 

 

 

Perguntas & Respostas sobre o Balanced Scorecard

Balanced Scorecard: Confira perguntas e respostas sobre essa importante ferramenta de gestão.

Este artigo foi escrito por Aleksey Savkin e gentilmente cedido para os leitores do blog da Daexe.

Se você perguntar a um profissional de negócios sobre o Balanced Scorecard, em 95% dos casos, você ouvirá que se trata de “equilibrar” os Principais Indicadores de Desempenho dentro de quatro perspectivas. Com essas ideias enganosas, as pessoas começam a implementar a estrutura, não conseguem faze-lo e chegam à conclusão de que o Balanced Scorecard não é para elas.

Segue uma compilação das perguntas mais frequentes sobre o Balanced Scorecard e os KPIs. Esperamos que as nossas respostas o(a) ajudem a trilhar o caminho certo com a estrutura.

O que é um Balanced Scorecard?

Uma resposta curta seria: trata-se de uma estrutura de execução de estratégias. Tendo dito isso, precisamos entender que não há um acordo universal sobre o que é estratégia, ou sobre as formas de rastrear sua execução.

Por vezes, o Balanced Scorecard é definido como um meio de articular a estratégia, traduzi-la para os funcionários de atendimento e garantir que essas ideias sejam executadas com sucesso.

Se escreve “Balanced Scorecard” ou “Balanced score card”?

O termo correto é “Balanced Scorecard” ou “BSC.” Seria errado escrever conjunto de indicadores de desempenho (em letras minúsculas), Conjunto de Indicadores de Performance, BSc, bsc etc.

Quem são os autores do Balanced Scorecard?

A ideia foi sugerida pela primeira vez no início dos anos 90, pelos drs. Robert Kaplan e David Norton. O site do Instituto do Balanced Scorecard é um ponto de referência obrigatória para informações históricas, bem como para conselhos práticos sobre o BSC.

Quem o utiliza?

Qualquer organização tem uma estratégia, mesmo pequenas empresas e pessoas físicas; portanto, com algumas modificações, o Balanced Scorecard pode ser usado por qualquer organização, incluindo organizações sem fins lucrativos. Segundo um estudo do Grupo Gartner, mais de 50% das grandes organizações adotaram o Balanced Scorecard.

Leia também:O poder da análise SWOT para as empresas

Por que as empresas o usam?

A raiz do problema é que o quadro estratégico nas mentes dos gestores de alto escalão não é o mesmo que uma imagem nas mentes dos funcionários de nível de atendimento. Os estudos do Relatório do Conjunto de Indicadores de Colaboração mostram que mais de 95% dos funcionários não entendem a estratégia de uma organização. Isso leva as organizações a uma execução menos eficiente e eficaz.

O Balanced Scorecard supostamente ajuda a resolver esse problema, alinhando metas de nível superior com ações de nível de atendimento e, assim, tornando o processo de execução da estratégia mais rastreável.

Aqui temos mais fatos sobre o Balanced Scorecard, os quais esclarecem o quanto ele é usado e quais problemas ele resolve.

Tem a ver com os principais indicadores de desempenho?

Em suas versões anteriores, parecia mais uma estrutura de medição de desempenho, na qual as medidas (não necessariamente os principais indicadores de desempenho) desempenhavam um papel significativo. Atualmente, as medidas são responsáveis pelo acompanhamento da execução da estratégia, mas eu diria que a parte principal é um mapa estratégico com metas comerciais conectadas por links de causa e efeito. As métricas ainda estão lá, mas elas não são o principal objetivo do jogo.

Quais são os princípios-chave do Balanced Scorecard?

Vou simplificar, mas, ao meu ver, esses são os três princípios mais importantes:

  1. Relação de causa e efeito entre objetivos
  2. Mostrar como o valor do cliente é criado e como ele está vinculado aos objetivos da organização
  3. Alinhamento de medidas e iniciativas com objetivos

Qual é o processo do Balanced Scorecard?

Varia de empresa para empresa e de consultor para consultor. Isso é o que recomendamos para a execução da estratégia, no geral, e para o Balanced Scorecard, em particular.

E se uma empresa tiver um Balanced Scorecard com muitos KPIs, mas sem uma estratégia?

O Balanced Scorecard é um termo que está na moda. Como acontece com qualquer termo que pegou, algumas confusões são inevitáveis. Um conjunto de mais de 100 KPIs não é um Balanced Scorecard, é um indicador de KPI. Seria mais correto chamar essas ferramentas comerciais de um painel ou simplesmente de um indicador de desempenho. Assim, a diferença entre um painel e um indicador de desempenho fica bem clara.

As abordagens são similares às do Balanced Scorecard?

Os executivos de negócios sempre usam uma combinação de várias ferramentas. Existem estruturas que abordam o problema do planejamento estratégico e de execução: Hoshin Kanri, 7-S, OKRs, Geração de Modelos Comerciais (vide o livro de Yves Pigneur e Alexander Osterwald). E, com certeza, existem muitas outras ferramentas de suporte como o SWOT, análise de lacunas, avaliação de riscos etc. Na prática, há sempre uma mistura de diferentes ferramentas de negócios.

Preciso de um software para trabalhar com o Balanced Scorecard?

Na minha opinião, a resposta é “sim”. Caso contrário, corre-se o risco de gastar mais tempo no projeto e ainda enfrentar problemas de motivação. Confira nosso guia de compras para o software de execução de estratégias.

Uma nota de bom senso: antes de acessar as ferramentas de automação, você precisa ter certeza sobre sua estratégia e metas comerciais.

Qual é o maior desafio do Balanced Scorecard? Como resolvê-lo?

De acordo com nossas pesquisas informais, o maior desafio é a motivação para começar a usar e continuar usando o Balanced Scorecard. Neste artigo, discutimos como resolver o problema. Outro grande desafio é encontrar medidas de desempenho adequadas (vide a próxima pergunta).

Como encontrar os KPIs certos para o indicador de desempenho?

Primeiramente, seria recomendável entender a diferença entre métricas, medidas e KPIs. O maior erro seria pegar indicadores de desempenho de alguma lista na Internet. Em vez disso, concentre-se primeiro nas metas de negócios e os indicadores aparecerão naturalmente. Aqui está o processo para os KPIs que recomendamos.

Leia também: Inovação organizacional: Como aplicar na sua empresa

O que é um Balanced Scorecard em cascata?

A ideia de cascata (no caso do Balanced Scorecard também é chamado de “alinhamento”) tem a ver com a tradução dos objetivos do alto escalão para os níveis mais baixos (e vice-versa). A ideia-chave é que o cascateamento é feito por metas comerciais, e não por KPIs. Aqui você encontrará exemplos de algumas abordagens típicas para o cascateamento.

Como usar o Balanced Scorecard para…?

Não há regras específicas para nichos de negócios específicos. As ideias orientadoras que os estrategistas usam para uma empresa de varejo são semelhantes às ideias que se usarão para uma empresa hoteleira. Ainda assim, ter alguns exemplos é sempre uma boa ideia.

Você tem mais perguntas? Sinta-se à vontade para fazê-las nos comentários. E os especialistas da Daexe estão à disposição para tirar qualquer dúvida. 

Método de gestão empresarial: 3 motivos para utilizar um agora!

Em tempo de crise ou não, o mercado vem se tornando cada vez mais competitivo, com o avanço da tecnologia à velocidade da luz e informações disponíveis gratuitamente. Tudo isso proporciona um cenário de oportunidade aparentemente igual para todos. Hoje, porém, já podemos observar que existem empresas que conseguem ter um resultado consistente independente do cenário econômico. Os responsáveis por 75% da consistência desse resultado são os métodos de gestão de negócio eficiente. Normalmente, as empresas que fracassam não têm metas bem definidas, têm dificuldade de identificar um modelo de gestão claro e não possuem a disciplina de seguir uma rotina do método PDCA.

Para esclarecer melhor a importância de ter um método é crucial entender a etimologia das palavras Método e Gestão. A palavra MÉTODO vem do Grego METHODOS, MET- significa em português “META” e -HODOS significa “caminho”. Ou seja, o método é o caminho para alcançar um objetivo ou meta. Na palavra GESTÃO vale observar a definição do guru de gestão brasileiro, Vicente Falconi: gestão é correr atrás da META e alcançá-la de forma consistente e de forma ética. Segundo ele, se você não tem meta, você não está fazendo gestão na sua empresa. Pode estar fazendo qualquer outra coisa, menos gestão.

Sendo assim, podemos conceituar que método de gestão é um caminho, organizado em etapas sequenciadas, para alcançar os objetivos e metas da sua empresa de forma consistente.

Se você ainda não está convencido da eficácia e das vantagens de utilizar um método de gestão, aqui vão três ótimos motivos que lhe farão mudar de ideia:

  1. Melhor desempenho

O método de gestão bem implantado ajuda o empreendedor a alcançar as metas estabelecidas para o seu negócio e um constante crescimento. Todas as nuances da empresa serão analisadas e melhoradas ao seu máximo, buscando a versatilidade e os melhores resultados possíveis em todas as áreas empresariais, como: processos, colaboradores, clientes, finanças, comunicação e etc.

  1. Não precisa reinventar a roda

Não é um tiro no escuro ou um método de tentativa e erro. É um modelo comprovado e eficaz. Com um método de gestão adequado, você tem menos chances de errar, pois todos os cenários possíveis já foram estudados, analisados e testados anteriormente.

  1. Garantia de resultados

Utilizando um método de gestão, as chances de alcançar o resultado pretendido são de 95%. Por serem métodos testados, as chances de alcançar suas metas para a empresa são muito maiores do que deixar ao acaso. Os resultados e benefícios da utilização de uma metodologia na gestão vão desde o primeiro setor da empresa até o destino final: o cliente, garantindo a eficácia do negócio potencializando cada setor individualmente, sempre visando o sucesso total e completo do empreendimento.

O método de gestão utilizado pela Daexe é o BSC (Balanced Scorecard), que foi desenvolvido pelos professores da Harvard Business School, Robert Kaplan e David Norton, em 1992. O BSC é um método de planejamento estratégico que consiste na definição muito clara das metas e estratégias da empresa, com a intenção de  materializar tudo que foi idealizado, ou seja a visão estratégica do negócio e de avaliar o desempenho empresarial por meio de indicadores quantificáveis e verificáveis. A metodologia de gestão BSC leva em consideração os aspectos financeiros, os processos internos, os clientes, e o aprendizado e o crescimento organizacional. Sua forma de aplicação, em relação aos processos internos, procura a satisfação final dos clientes, assim como aprendizado e desenvolvimento constantes.

Agora que você sabe a importância de um método de gestão eficaz aplicado à sua empresa, conte para nós a sua experiência nos negócios e inovações que implementou ou ainda deseja implementar. Estamos à disposição para ajudá-lo em busca do sucesso no seu empreendimento!

Um abraço,

Dekker Jordão F. Baptista

Você tem certeza que está executando o planejamento estratégico?

Planejamento estratégico

Você consegue ver de que forma as ações que sua equipe está executando ou medindo estão ligadas ao planejamento estratégico da sua empresa? Para muitos gestores a resposta é NÃO e isto produz uma frustração muito grande. Infelizmente, boa parte dos planejamentos estratégicos elaborados pelas empresas não mostram como a estratégia pode ser executada no dia a dia, da diretoria e gerência ao nível mais operacional, limitando-se geralmente à descrição do MVV (Missão Visão e Valores) e da matriz SWOT (pontos fortes, pontos fracos, desafios e oportunidades).

 

O Balanced Scorecard é uma metodologia de gestão estratégica criada justamente para auxiliar às empresas neste caminho de materialização da estratégia. Ele permite desdobrar o MVV em objetivos estratégicos que contemplam cada perspectiva da empresa: finanças, clientes, processos e aprendizado/inovação. Estes objetivos, por sua vez, são desdobrados em metas crucialmente importantes e atribuições para cada membro da equipe. Desta forma, a metodologia consegue conduzir a estratégia até o nível operacional, engajando a empresa como um todo.

A metodologia é eficiente, mas seu desenvolvimento e gestão exigem estudo e conhecimento de como fazer. Quando o percurso entre descrição da estratégia e execução via Balanced Scorecard é feito de forma errada, a liderança se vê diante do mesmo problema de quando não tinha o BSC: não consegue perceber qual a ligação entre o que a equipe está fazendo e o planejamento estratégico que foi definido. Isso acontece, segundo a consultora especialista em estratégia Gail Perry (do Instituto Balanced Scorecard) por um problema que ela chama de ligações quebradas.

O que são ligações quebradas?

Como falávamos anteriormente, existe um fio condutor que deve ligar a descrição mais filosófica da estratégia ao seu nível mais palpável, que são as atividades realizadas pelos colaboradores no dia a dia. A ligação se quebra quando não é possível entender de que forma a tarefa do dia a dia está ligada à estratégia.

Por quais motivos as ligações são quebradas?

Segundo Gail Perry, uma das principais causas para ligações quebradas é a situação em que uma equipe cria o plano estratégico da organização (diretoria ou uma equipe executiva) e, em seguida, uma equipe diferente (equipe de gerenciamento ou força-tarefa) é direcionada a “converter” o plano estratégico em um Balanced Scorecard. Essa abordagem fragmentada para a construção do BSC possui 3 grandes falhas, que explicamos a seguir.

Falha 1: Incompatibilidade

Se o grupo que fez a estratégia não o fez pensando em como ela se desdobraria em uma Balanced Scorecard, provavelmente sua descrição terá um problema de incompatibilidade. As estruturas tradicionais de planejamento estratégico raramente contêm vínculos claros e propositivos que vislumbrem o caminho feito partindo-se da visão de alto nível, missão e posicionamento competitivo até as áreas de foco (temas estratégicos) e objetivos estratégicos (que são os elos críticos utilizados pelo Balanced Scorecard para conectar estratégia com execução).

Falha 2: Incompletude

A estratégia formulada por uma equipe desconectada da construção do BSC geralmente é incompleta. Muito provavelmente eles não consideraram nesta formulação as quatro dimensões interdependentes do BSC – as 4 perspectivas do BSC, que são finanças, clientes, processos e aprendizado/inovação – que deveriam direcionar a descrição dos objetivos e resultados estratégicos. E sem isso, dificilmente será possível que a estratégia seja executável.

Falha 3: Intraduzibilidade

Neste caso a equipe que ficou responsável por desenvolver o Balanced Scorecard fica batendo cabeça, tentando forçar uma tradução impossível do planejamento estratégico formulado pela outra equipe. Esta abordagem pode levar a suposições errôneas sobre estratégia. Pior ainda, a equipe pode simplesmente abandonar o esforço para interpretar a estratégia e, em vez disso, recair sobre óbvios objetivos operacionais necessários para garantir que a organização funcione exatamente como sempre foi. Nestes casos de intraduzibilidade, os objetivos operacionais resultantes podem ou não estar alinhados com o FUTURO desejado pela organização (direção estratégica desejada ou mudança no posicionamento competitivo). Em outras palavras, a intraduzibilidade acaba gerando a construção de um scorecard que simplesmente se limita a medir a execução operacional tradicional da empresa, desviando-se do foco original que é a estratégia.

Depois de lhe apresentar esses problemas, pergunto novamente: você está mesmo executando a estratégia ou está se enganando dentro de uma dessas falhas?

Se você percebe que na sua empresa essas ligações estão quebradas, entre em contato com seu assessor executivo do Daexe. Faremos uma avaliação sobre seu atual planejamento estratégico, comparando-o com as melhores práticas e um diagnóstico de lacunas será entregue para mostrar onde as ligações estão quebradas e o que precisa ser feito para repará-las.

Até a próxima leitura!
Um abraço,
Dekker Jordão Baptista
(CEO – DAEXE)

*Este conteúdo foi inspirado no artigo do Instituto Balanced Scorecard “Broken Linkages: Are you SURE you are Executing Strategy?”.

Você sabe a diferença entre métricas e indicadores?

Pode parecer um assunto difícil à primeira vista, mas não há grandes mistérios na hora de definir e entender o que são métricas e indicadores. Ambos são termos muito utilizados que servem como base para quantificar resultados e conduzir a avaliação das análises da organização. Ou seja, as métricas e os indicadores são uma forma de medir a performance da sua empresa. Mas você sabe qual a diferença entre eles? A primeira diferença entre métricas e indicadores está no conceito. Veja:

Métricas

As métricas são dados brutos, que podem ser representados por números precisos ou não. Elas estão ligadas ao nível tático e operacional da empresa, revelando o desempenho de processos. São sistemas de medida que avaliam tendências, comportamentos ou variáveis do negócio. As métricas ajudam na tomada de decisão, detectam oportunidades, mantêm o foco produtivo, identificam pontos fortes e fracos, definem necessidades de investimentos, apontam falhas operacionais e até diminuem o grau de incerteza quanto ao futuro.

Em resumo, as métricas são a base para identificar os indicadores e o passo seguinte a ser dado após a definição das metas.

Leia também: 5 indicadores de desempenho para medir seu sucesso

Indicadores

Os indicadores são as medidas calculadas a partir das métricas e servem para avaliar o desempenho da empresa. São informações estratégicas que auxiliam na análise de tendência, na melhoria contínua, na atuação proativa e dão transparência à empresa, sendo geralmente expressos de forma clara por percentuais e probabilidades.

As métricas estão ligadas às atividades e os indicadores abrangem os processos e as atividades. Os indicadores dependem de um conjunto de métricas específicas. Veja abaixo alguns exemplos dentro de quatro perspectivas: financeira, cliente, processos internos e pessoas.

FINANCEIRA

Exemplo de métrica: Faturamento; Despesas.
Exemplo de indicador: Lucro = Faturamento – Despesas.

CLIENTE
Métrica: Quantidade de clientes atendidos; Número de visitantes no site.
Indicador: NPS ou Índice de Satisfação dos clientes.

PROCESSOS INTERNOS
Métrica: Tempo de conclusão do procedimento ou tempo de entrega.
Indicador: Índice de conformidade ou Índice de eficiência de produção.

PESSOAS
Métrica: Quantidade de treinamento.
Indicador: Clima Organizacional.

Leia também: 3 métricas de vendas que sua empresa sempre deve acompanhar

Estudiosos investigaram o desempenho de 84 empresas no período entre 1984 e 1997 que adotaram um sistema de mensuração de desempenho.

O estudo concluiu que essas empresas aumentaram significativamente seu lucro residual ajustado e que a melhora persistiu durante cinco anos após o período de estudo.

Tanto indicadores como métricas devem fornecer aos executivos informações significativas para tomar melhores decisões, que impactam na meta ou nos objetivos do planejamento estratégico da empresa. De nada vale colocar em prática seu planejamento para consolidação das metas se não houver maneiras de avaliar o seu desempenho e ajustar as ações através do uso de métricas e indicadores. Fale conosco e saiba como aplicar na sua empresa e obter o sucesso que procura!

Um abraço,
Dekker Jordão Baptista.

As 4 funções Crucialmente Importantes do DEPARTAMENTO DE ASSESSORIA EXECUTIVA

Já falamos aqui sobre a importância de se ter um Departamento de Assessoria Executiva (DAEXE) em uma organização. Ter uma área que se dedique a cuidar do planejamento e garantir o cumprimento de metas é um avanço enorme para qualquer negócio. Mas, quais são as atividades desse setor? O que é de responsabilidade do departamento de assessoria executiva? Basicamente, o departamento de assessoria executiva deve cuidar da Execução do Planejamento Estratégico com os processos do BSC – Balanced Scorecard. Veja a seguir:

1. Gestão do BSC

A função mais natural e primária do DAEXE é cuidar do Balanced Scorecard. E isso implica em diversas outras responsabilidades. Como por exemplo, facilitar e conduzir a reunião, mensal, trimestral, semestral ou anual de revisão da estratégia, traduzindo a estratégia atualizada em mapas e objetivos estratégicos.

Ainda que não haja mudanças significativas na estratégia, no momento da revisão, o DAEXE precisa liderar na reunião a discussão sobre os KPIs – (Key Performance Indicators) e suas medidas. Assim que os objetivos e os indicadores são aprovados para o ano seguinte. É função do DAEXE orientar os executivos da Alta Administração a determinar metas e identificar iniciativas estratégicas que serão necessárias para o alcance das metas.

Além disso, durante o ano, o DAEXE deve propor cursos e treinamentos na empresa sobre o modelo de gestão BSC. Sendo reconhecido como o centro de conhecimento da metodologia. E servindo tanto para orientações, treinamentos e cursos, eventos e principalmente, para ajudar os líderes locais com as ferramentas que suportam a metodologia.

Um ponto importante é que o DAEXE não precisa assumir a função de cobrar os resultados de cada área. Durante o processo de definição de metas e indicadores de cada setor. Já se determina também quem será o responsável por produzir os relatórios da área e prestar contas.

O que o DAEXE pode fazer é supervisionar o processo de coleta dos dados e apresentação dos mesmos. A fim de orientar e garantir a validade da informação que está sendo compartilhada. Outra questão é que normalmente é o DAEXE quem escolhe o sistema de gestão estratégica a ser usado na empresa. Que pode variar desde planilhas de Excel e apresentações, até softwares robustos que automatizam toda a execução da estratégia. Portanto, o DAEXE deve garantir o treinamento e a usabilidade do sistema escolhido para que funcione corretamente e garanta a validade dos dados.

Leia Também: Quando devo procurar uma Assessoria Empresarial?

2. Alinhamento Organizacional

O Departamento de assessoria executiva é responsável por garantir o alinhamento da empresa toda com a estratégia do negócio provocando uma sinergia interna. O alinhamento traz foco e coordenação entre as atividades e projetos da empresa e por isso é tão importante.

É função do DAEXE desenvolver e desdobrar o BSC nos diferentes níveis hierárquicos da empresa, desde a Alta Gestão até o “chão de fábrica”. Além disso, o DAEXE precisa fazer o link entre fornecedores, clientes, parceiros, joint ventures. O corpo diretivo e acionistas para que todos estejam alinhados à estratégia da organização.

3. Revisões da Estratégia

As reuniões mensais de gestão são fundamentais no processo de controle e execução do BSC. São elas que proporcionam a oportunidade de revisar a estratégia e fazer os ajustes necessários. Nesse momento, os aprendizados são compartilhados e documentados e novas ações são propostas.

Além de conduzir a reunião, o DAEXE deve orientar o CEO antes do evento sobre os desafios atuais identificados no BSC. É esse briefing que vai determinar a agenda da reunião, priorizando sempre a revisão da estratégia em detrimento das questões financeiras de curto prazo e ações para “apagar incêndio”. Estes que insistem em aparecer nessas ocasiões. O DAEXE deve conduzir a discussão para a confecção de planos de ação e monitoramento para garantir que os projetos vão sair do papel.

Assim como a Alta Direção ocupa um papel importante no processo de revisão e direcionamento da estratégia, o DAEXE pode ajudar na preparação das reuniões de diretoria.

4. Planejamento estratégico

A formulação da estratégia e a execução da mesma estão intimamente conectados em um processo cíclico. A função de planejar a estratégia do negócio requer do DAEXE uma análise competitiva interna e externa de grande profundidade. Além de construir cenários, organizar reuniões de planejamento e orientar líderes e gestores para atingirem o máximo de resultados.

É importante que a estratégia não seja uma questão tratada somente uma vez ao ano, e nesse ponto é que o DAEXE é fundamental. De nada adianta ter uma estratégia super bem formulada se ela não é comunicada para toda a empresa, testada, revisada e que reflita a realidade do negócio.

Os colaboradores precisam ter a liberdade de contactar o DAEXE para sugerir novas ações e soluções. E a Alta Direção precisa revisar a estratégia constantemente durante o ano, afinal. Nada mais é que uma hipótese de relação entre causa e efeito que leva em consideração as ações internas e o impacto esperado nos stakeholders. Essas hipóteses precisam ser validadas e constantemente editadas.

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5. Comunicar a estratégia

Para ter seus colaboradores realmente envolvidos no cumprimento dos objetivos globais da organização, eles precisam conhecer a estratégia do negócio e ter contato com ela. Nesse ponto, a comunicação é a ferramenta mais poderosa a ser usada.

Algumas empresas apostam em criar diversas mensagens e disseminá-las por meio de diferentes canais de mídia. Nesse caso, o DAEXE serve como coordenador das campanhas juntamente com a área de marketing e comunicação. Revisando a mensagem e a frequência do contato para garantir que a estratégia está sendo comunicada corretamente.

Caso a empresa opte por fazer uma comunicação mais simples, especialmente quando se está começando a implantar o BSC na companhia. O DAEXE pode assumir a comunicação da estratégia para todos os funcionários.

É também função do DAEXE implementar uma cultura de formação e treinamento para os colaboradores novos e criar um programa de reciclagem do conhecimento para os funcionários antigos.

Um abraço,
Dekker Jordão Baptista

11 maiores tropeços das lideranças na implementação do BSC

E quando a própria liderança é o motivo do fracasso na implementação do BSC (Balanced Scorecard)? Sim, isso acontece, por mais que o líder tenha a melhor das intenções. É por isso que neste artigo decidimos compartilhar com você os 11 maiores erros das lideranças quando o assunto é a implementação do BSC. Prepare-se para aprender, de forma muito descontraída, os erros que você não deve cometer. E fique atento para ver se você não está tropeçando num deles.

1º Não ter um acompanhamento de um assessor especialista em implementação do BSC

Quando o assunto é o sucesso do seu negócio, nem sempre dá para desfilar de autodidata. Já imaginou que balde de água gelada estará jogando na sua equipe se engajá-los em uma coisa que você não domina e não sabe se dará certo? Pois é, nessas horas, a maturidade está em assumir que ainda não sabe andar sozinho e contratar a ajuda de um assessor executivo.

 

2º Não seguir o critério de estabelecimento de metas SMART

Metas SMART são metas com as seguintes características:

 

METAS SMART

Se suas metas são o oposto disso, ou seja, GENÉRICAS, IMPOSSÍVEIS DE MEDIR, INALCANÇÁVEIS, IRREAIS E SEM DELIMITAÇÃO DE PRAZO, você acha mesmo que alguém vai dar conta delas? Veja um exemplo de metas SMART em relação a cada uma das quatro perspectivas do BALANCED SCORECARD:

Se quiser saber mais sobre como definir metas SMART, clique aqui>>> 

3º Não vincular as metas de perspectiva de Pessoa e Inovação, Cliente e Processos Internos a Política de Bônus e Comissão

 Você conhece bem como é a rotina da sua empresa: UM VERDADEIRO REDEMOINHO! Você pode delegar mais atribuições e responsabilidades aos seus colaboradores, além de tudo o que eles já têm que fazer, e SIM, eles darão um jeito de cumprir. Mas é muito provável que o pensamento deles seja: “Afff, lá vem o chefe com uma ideia impossível de realizar” ou “Mais coisa pra fazer? Não é possível!”.

Agora quando a sua proposta vem atrelada a bônus e comissão, estamos falando de um OUTRO NÍVEL DE ENGAJAMENTO. Somos seres competitivos e vaidosos. Atrele a participação dos seus colaboradores na implementação do Balanced Scorecard à recompensas. Essas recompensas abrem portas para seus colaboradores realizarem outros sonhos, até mesmo particulares. Quando as metas da sua empresa estiverem alinhadas, de alguma forma, com projetos pessoais dos seus colaboradores, você terá um time implacável!

4º Usar mais indicadores históricos do que indicadores de desempenho

Já explicamos, aqui no blog, a diferença desses dois. A diferença básica é: você quer gerir sua empresa olhando pro passado ou olhando por futuro? Indicadores históricos te apresentam resultados que você não pode mudar. Indicadores de desempenho é que te dão o feedback do que está acontecendo AGORA na sua empresa, em relação a uma meta, e orientam, portanto, o que você pode fazer AGORA pra impactar aquele resultado. Não perca tempo e pare de dirigir sua empresa olhando pelo retrovisor!

5º Utilizar o plano de ação como lista de tarefas

Uma lista de tarefas te diz o que fazer. Um plano de ação constrói uma ponte entre o objetivo e a realização. Portanto, ao invés de você mesmo e seus colaboradores criarem listas de afazeres, exercitem responder, para cada item, as perguntas chaves da ferramenta de execução 5W2H:

5 W: What (o que será feito?) – Why (por que será feito?) – Where (onde será feito?) – When (quando?) – Who (por quem será feito?)

2H: How (como será feito?) – How much (quanto vai custar?) 

6º Não preencher bem a descrição de indicadores:

Para preencher bem a descrição de indicadores você precisa responder as seguintes perguntas sobre cada um deles:

1)Qual será a fonte de dados?

2) Qual a frequência de mensuração?

3) Quem é o responsável pelo indicador?

4) Qual a unidade de medida?

5) Qual fórmula utilizará para cálculo do indicador?

 7º Utilizar mais de 3 indicadores por objetivo

Uma falha comum das empresas na implementação do BSC é escolher um grupo grande de indicadores, crendo que isso garantirá o sucesso na gestão de seu desempenho. Quando se trata de indicadores de desempenho, qualidade é a chave do sucesso, e não a quantidade. Optar por muitos indicadores provavelmente é sinônimo de indicadores genéricos, muito trabalho para monitorá-los e pouco impacto. Se a escolha dos indicadores foi certeira, vocês não precisam de mais do que 3 por objetivo.

 8º Não fazer benchmark

Quando não estiver encontrando a resposta para a definição de uma meta ou a implementação de uma melhoria, talvez a solução seja você e sua equipe olharem ao redor. Aprender com os acertos das outras empresas é a sua oportunidade de acelerar a caminhada e alcançar o sucesso da implementação do BSC.

9º Não atrelar orçamento ao planejamento estratégico do BSC

Um erro comum na implementação do BSC é o não atrelamento do Orçamento ao Planejamento estratégico. Essa falha faz com que Orçamento e Planejamento caminhem de forma desintegrada e até mesmo concorrendo entre si. Pelo contrário, essas ferramentas precisam funcionar de forma alinhada e integrada, cada uma exercendo o papel que lhe cabe. Ao Orçamento caberá um papel de apoio ao Planejamento Estratégico, projetando cenários futuros do negócio definidos pelas metas e iniciativas do BSC. Por outro lado, os resultados gerados por estes cenários podem exigir a revisão do conteúdo do BSC. Por isso, a relação BSC-Orçamento deve ser encarada como um caminho de duas vias: o Orçamento tanto alimenta quanto é alimentado pelo BSC e o uso integrado de ambos propiciará um planejamento e uma gestão mais abrangente e eficaz.

10º Cobrar a equipe com base nas metas e não nas ações que levam ao alcance das metas

Imagine um atleta de corrida e seu treinador. O que te parece mais eficiente:

  • O treinador cobra que o atleta ganhe as próximas corridas para impactar seu resultado final da competição;
  • O treinador cobra que o atleta foque no desempenho de suas passadas, ritmo e respiração para melhorar seu desempenho na próxima corrida e, consequentemente, na competição.

A meta aponta onde você quer que sua equipe chegue. Mas sãos as ações que levarão sua equipe ao cumprimento da meta. Cobre a melhoria das ações, e o cumprimento das metas será a consequência natural durante a implementação do BSC.

11º Ajustar a meta à sua mediocridade

Um dos piores erros que gestores e empresários costumam cometer é “ajustar a meta à sua mediocridade”. Metas, depois de planejadas com o critério SMART, não deve ser mexida facilmente. Uma meta bem colocada é aquela que passa um frio na barriga e não aquela cujo resultado é óbvio. Aquela que as pessoas se questionam: “como vou realizar isso?” . Você não deve adequar a meta a sua mediocridade e da sua equipe. Você tem que mudar e melhorar a sua performance para alcançar a meta, e nunca inverso. É para isso que a meta existe: para melhorarmos em algum aspecto, tanto individual como em equipe.

Vou te dar um exemplo bem familiar ao brasil que fará você concordar comigo. Em 2017, o governo brasileiro tinha uma meta de gastos prevista e quando percebeu que não ia alcançar, em vez de se esforçar em mudar alguns hábitos, aprender e buscar conhecimento de como ser mais eficiente, preferiu ajustar a meta à sua mediocridade. Ou seja, aumentou o teto de gastos somente para cumprir uma normatização. Infelizmente, isso acontece muito nas empresa e o pior é que os argumento são muito bem embasados e com dados. não caia nesta armadilha. É preferível que a empresa não alcance a meta. Assim ao menos conseguirá saber, ao final do prazo, a diferença que faltou para alcançar. Isso resultará em busca por mais conhecimento interno ou externo, a fim de que consiga ter condições de alcançar a meta em um outro momento. Às vezes, o pulo do gato está no reconhecimento da derrota pela liderança.

 

Essas lições te foram úteis? Continuamos essa conversa, nos comentários abaixo.

 

Um abraço,

Dekker Jordão Baptista