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Co-criação o que é?

Co-criação Já ouviu falar ?

Segundo Augusto Franco no livro Cocriação reinventando o conceito ele explica que é um processo composto por tentativas recorrentes. De estabelecer e restabelecer congruências múltiplas e recíprocas entre ideias que mutam. Quando interagem, nem sempre se aproximando e se fundindo, mas frequentemente se distanciando. E que podem ser novamente modificadas na interação para se combinar e reagir “quimicamente” umas com as outras em novas combinações gerando 24 novas “substâncias” (novas ideias substantivas).

Num conceito genérico podemos dizer que é uma iniciativa de colaboração entre as partes. Imagine cliente e empresa criando juntos para gerar um bom resultado. Pois é, é possível, têm sido muito utilizado no departamento do marketing de algumas empresas, principalmente em criação de campanhas.

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Mas logicamente que pode ser usado em outros setores e com diversos objetivos. Concorrentes podem utilizar essa iniciativa,  como? Mesmo com serviços similares nem sempre será igual não é mesmo ? haverá produtos específicos. Então empresas podem se juntar Co-criar e  construírem um novo produto, nova ideia, e a partir daí surgir a inovação.

Empresas com serviços diferentes também podem se unir de forma colaborativa e da mesma maneira fazer com que surja um novo produto. Uma outra forma é se unirem em prol de um bem comum como por exemplo para desenvolvimento de projeto sociais, de sustentabilidade, produtos renováveis, dentre outros.

Agora na relação empresa cliente, se trata de ouvir abertamente a opinião deles perguntar o que tá bom e o que não está. Mas não como uma pesquisa de satisfação, e sim na busca de melhorias, resolução de problemas e na criação de novos produtos. Este pode ser um novo futuro das empresas.

Co-criação não é apenas para empresas

Mas para ficar claro esta iniciativa não é utilizada apenas em empresa, em qualquer lugar pode haver a Co-criação. O governo, por exemplo pode buscar co-criar com a população. Na escola o professor pode utilizar com seus alunos, sobre o plano de aula. Os pais com os filhos sobre a administração da casa, dentre outros.

Se você ainda não utiliza da co-criação tente implantá-la, seja na sua empresa, no seu dia-a-dia de alguma maneira ela poderá vim a te ajudar. Estimule ideias novas a partir da colaboração.

 

 

Rafaela de Souza Batista

Bacharela em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNIEURO. Assistente Executiva de Marketing no Departamento de Assessoria Executiva – Daexe. Gosta de escrever, ler, criar peças publicitária, diagramar e executar tarefas de ações e estratégias marketing. Pesquisadora em comportamento do consumidor.

Economia Colaborativa, você sabe o que é?

Nunca, em tempo algum, um processo de transformação social ou uma revolução aconteceram sob uma única força gigante. Essas coisas nascem a partir de forças distribuídas e inspirando pequenos grupos próximos ou nem tanto assim, já que em muitos casos, por vezes sequer um grupo sabe da existência do outro até que o inusitado das conexões acontece e os pequenos se fazem reconhecidos no resultado de um grande impacto cultural, social, econômico e histórico. Mais recentemente, nesse emaranhado de conexões, a era digital, inegável na sua força, poder e significado, tem permitido – sob a dinâmica de um clique e o deslizar de uma tela a outra, a possibilidade de acesso ao mundo, em toda a sua complexidade e espetáculo – do horrendo à mais singela humanidade.

A Revista Harvard Business Review (Brasil), em sua edição de setembro trouxe um artigo muito interessante. Sob o título de ‘Compartilhar não é só para startups’, Rachel Botsman da Collaborative Lab e co-autora de ‘What’s Mine Is Yours: The Rise of Collaborative Consumption’, discorre sobre como grandes empresas, do porte da Marriott e General Eletric, tem aberto os olhos para uma nova realidade que ganha forças mundo afora, a colaboração – de espaços e ideias (e outras riquezas) e estão lançando mão disso como estratégia para desenvolvimento de produtos, aperfeiçoamento de processos gerenciais enfim, aplicação de novas maneiras de fazer negócios.

Sim, é bem possível que as empresas estejam compreendendo que os novos negócios exigem sim, processos cada vez mais eficientes de gestão, planejamento, controle e outras tantas ferramentas empresariais. Mas, é possível também que as forças das conexões digitais e a inserção das pessoas nos negócios, para além do papel de consumidoras passivas, estejam chamando os empreendedores à necessidade de desenvolverem empresas e negócios colaborativos, ou o que se tem chamado de economia colaborativa, o que estaria em harmonia com uma nova maneira de ver o mundo, de experimentá-lo, de vivê-lo, o que já se consolida, por exemplo, desde cidades com impecável infraestrutura urbana e livre disposição aos seus moradores, de todos os recursos necessários a uma vida decente e sem maiores preocupações, até lugares inóspitos, onde em tese, não haveria espaço para o mais simplório dos sonhos.

É daí, da colaboração, que o homem se refaz, reconstrói, renova, aperfeiçoa e se perpetua e portanto, seria impossível que uma mudança comportamental tão significativa, não ganhasse importância, também, no mundo dos negócios. O que se tem percebido ou melhor, admitido, é que:

No ser individualista a humanidade se faz rapidamente finita.
Negócios centrados em si mesmos entram num processo de paralisia, inanição e consequente desaparecimento.

Na colaboração, as forças se multiplicam.
Negócios vencedores se perpetuam em redes de parcerias que geram mútuo fortalecimento. E isso pode e deve começar com a partir das equipes interna, se estender aos fornecedores e ao público que adquire os produtos e serviços.
Hoje, olhando para os pequenos focos de revolução espalhados no que tem sido denominado de meia dúzia de loucos e inconsequentes “sonháticos”, que pensam colaborativamente, talvez o mundo normal ainda centrado no individualismo, veja apenas o inusitado, o desperdício de energia em um sonho imponderável ou que se aplique apenas aos grandes. Entretanto, aos que se permitem ser visionários, vale a pena remanejar esforços para se construir na empresa e negócios uma nova cultura, a da colaboração.

Veja um pouco da experiência da Marriot, apresentada no artigo acima citado:

“Há dois anos Peggy Fang Roe observou um fenômeno frustrante. Como chefe de vendas e diretora de marketing da divisão Ásias e Pacífico da Marriot, Fang Roe sabia que os salões de conferência do hotel eram subutilizados – no entanto, muitas vezes via hóspedes andando pelos saguões ou restaurantes à procura de um lugar sossegado para trabalhar. “Eu pensei, é um absurdo que nossos hóspedes não tenham acesso aos espaços ociosos do hotel”, observava. Então, por sua iniciativa, em 2012 a Marriot fez uma parceria com a LiquiSpace, ima plataforma online que as pessoas podem usar para reservar rapidamente locais flexíveis para trabalhar por hora ou por dia, e a ideia foi testada em 40 hóteis em Washington, DC. e em São Francisco. “Não eram só hóspedes de hotéis que reservavam espaços, mas também pessoas locais – de advogados e profissionais autônomos a consultores”, comenta Fang Roe”.

A colaboração, de outro ponto, pode se dar na inserção das suas equipes com maior liberdade para criar produtos, recebendo suporte e aporte da empresa para que a ideia ganhe corpo. Ou ainda um pouco mais ousada, como algumas empresas já tem feito, fomentando o projeto de empreendedorismo dos colaboradores.

Economia Colaborativa, conceitua-se portanto, segundo Rachel Bostman, como “um sistema que explora valores ociosos de todos os tipos de ativo por meio de modelos e negócios que permitem maior eficiência e acesso. cada vez mais, esses ativos incluem atributos como habilidades, utilidades e tempo”. E o desafio de quem empreende ou gerencia negócios é descobrir ou encontrar oportunidade de colaboração.

Que tal fazer uma análise um pouco mais detida sobre a sua estrutura de negócio, seus planos e prospecções e repensá-los no contexto dessa nova realidade, uma economia colaborativa e como a sua empresa pode se inserir nessa nova dinâmica para melhorar seus processos e desenvolver-se melhor?