Posts

Inventário de Estoque

O que é Inventário de Estoque e Porque deves Começar a Fazer já!

Você consegue mensurar o estoque da sua empresa? Ele é bem organizado? Se a resposta é não, é porque você ainda não possui um controle do seu estoque. Pois saiba que estoque é dinheiro e deves controlar o seu estoque como controlas o dinheiro da sua empresa.

Desse modo este artigo irá explicar tudo que precisa saber sobre o seu estoque e entender como estar o organizando e mensurando-o.

Mas o que é o Inventário de Estoque?

Primeiro de tudo, inventário de estoque é uma prática utilizada por meio da identificação, classificação e contagem de produtos armazenados. O objetivo desta prática é conferir se todas as informações estão de acordo com a realidade do que foi dado como saída e entrada de mercadorias.

A partir disso, é possível manter uma organização que irá constatar quais são os produtos que possui maior importância. E ainda, quais são os que trazem mais lucros para a empresa. Por outro lado, também é possível saber exatamente que produtos estão encalhados, danificados ou vencidos.

Dessa maneira, o inventário de estoque deve ser o mais completo possível com máximo de informações de cada mercadoria.

Quem deve Utilizar do Inventário de Estoque?

De conformidade, o inventário é recomendado para todo tipo de empresa que precisa fazer um gerenciamento de estoque. Principalmente as empresas do ramo de comércio e varejo como supermercados, farmácias, padarias, lojas e dentre outros.

Este é um recurso para identificar possíveis erros e evitá-los, além de buscar garantir que a armazenagem esteja funcionando como se deve. A realização deste controle não é algo difícil, mas é muito trabalhoso. Já que terá que contar todos os itens.

Leia Também: O que é um Plano de ação, e como fazer ?

Quais os Tipos de Inventários?

A saber, existem cinco tipos principais de inventários, sendo que cada empresa deve utilizar daquele que melhor se adequa às suas expectativas.

Inventário Geral – É o mais completo e demorado, pois abrange a contagem e identificação de todos os bens do almoxarifado, insumos, mercadorias, maquinários, entre outros. Em geral é utilizado pela área contábil da empresa para avaliar e atualizar o patrimônio.

Rotativo – tipo de inventário o qual processo exige que o estoque seja submetido à uma contagem predeterminada (semanal, quinzenal, mensal ou até diariamente). Dessa forma, os dados devem ser atualizados em intervalos de tempos predefinidos. É muito usado por empresas com alto giros de mercadorias.

Periódico – É realizado no final de um período determinado pela empresa. Com o objetivo de atualizar dados do sistema de estoque, corrigindo possíveis falhas e elaborar demonstrativos mais detalhados.

Cíclico – Parecido com o rotativo, porém busca fazer ajustes periódicos entre a quantidade de bens e as informações utilizadas em lançamentos contábeis. Este é para dá segurança a base de dados das empresas, atendendo as necessidades da gestão, evita possíveis extravios e controla os níveis de estoques.

Parcial ou dinâmico – A contagem acontece apenas com uma parte específica dos bens das empresas. Por exemplo, armazém que o foco do controle de estoque é um conjunto predeterminado de mercadorias.

Anual – Refere-se a contagem de bens e mercadorias de uma empresa ao final do ano fiscal. O qual corresponde janeiro a dezembro, que serve para realizar o balanço anual.

Qual a importância do Inventário de Estoque?

O inventário de estoque é importante por diversos fatores, porém entre eles a otimização dos clientes é o mais fundamental.

E o que isso significa? É que com a organização do estoque, catalogado, classificado e com prateleiras ordenadas, o cliente encontrará mais rápido o que ele deseja.

Além disso, a organização das mercadorias reduz perdas, evita desperdícios e diminui custos. Outro ponto importante é que com estoque bem organizado e corretamente monitorado colabora para que a empresa possa ficar em dias com a legislação.

Veja também: A Importância de um Organograma Para as Empresas

Então, Como Fazer um inventário?

Certamente, agora quer saber como estar fazendo o inventário de estoque da sua empresa. Veja esses tópicos que separamos que podem te auxiliar nesse processo:

  • Primordialmente organize os tipos de mercadorias que estão no estoque e faça uma lista separando cada tipo de produto.
  • Coloque um código em cada tipo de produto, inserindo um número para cada mercadoria.
  • Faça uma classificação dos produtos e seus preços. Anote na lista de inventário quanto cada mercadoria pesa, qual o tamanho, cor, preços e outras informações.
  • Registre no relatório de inventário possíveis perdas, roubos ou devoluções.
  • Reserve dia e horário para este processo. Agende um dia tranquilo de preferência que não tenha movimento na empresa.
  • Por fim, utilize software de gestão. Pois ele irá ajudar a manter todas as informações do inventário atualizadas sempre que uma compra for efetuada.

Entendeu como é importante que se faça o inventário de estoque? Pois a partir dele você não será terá apenas o controle de cada mercadoria, mas também evitará custos desnecessários. Verá quais produtos trazem mais retornos e os que não tem essa mesma rentabilidade. E ainda ajudará seus clientes a encontrar de maneira mais rápida o que procura.

Gostou do nosso artigo? Faça um inventário de estoque e compartilhe nos comentários suas experiências.

 

Rafaela de Souza Batista

Bacharela em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda. Redatora e Produtora de Conteúdo para Web. Ama escrever e criar coisas novas. Uma estudiosa sobre o comportamento do consumidor e as novidades da área do marketing.

Diferença entre Custos e Despesas

 

Diferença entre custos e despesas

 

Quando uma empresa está com um péssimo fluxo de caixa e as contas fecham no vermelho, ela deve cortar os custos ou as despesas? Afinal, há diferença entre custos e despesas? Qual é a diferença?

Esses questionamentos são extremamente comuns em qualquer organização. O problema é que eles sempre aparecem em situações de crises financeiras, em que não há muito tempo para se pensar e organizar.

A empresa sabe que possui diversos gastos, mas muitas vezes não consegue identificar quais deles são os ralos que levam o dinheiro para o esgoto. Com isso, o caixa entra em desequilíbrio total.

Além disso, cortes errados podem prejudicar ainda mais a saúde financeira de uma instituição. Afinal, itens importantes para a produtividade e o desempenho empresarial serão retirados, existindo, então, uma deficiência na empresa.

É de extrema importância que em momentos complicados, a empresa tenha clareza sobre a diferença entre custos e despesas. Isso irá ajudar na organização e também no entendimento de quais gastos devem ser cortados.

Leia também: Plano de contas gerencial como elaborar e personalizar para minha empresa

Afinal, qual é a diferença entre custos e despesas?

Tanto custo e despesa se refere ao desembolso da empresa para um fim. Ou seja, custos e despesas tratam de gastos, de saída de dinheiro no fluxo de caixa. No entanto, possuem uma diferença.

As despesas são aqueles gastos que possuem relação à administração empresarial. Ou seja, são valores pagos para que a empresa consiga se manter funcionando. Por exemplo, salários de funcionários, contas administrativas, aluguéis, etc.

Já os custos são os gastos que envolvem o produto final de uma empresa, ou seja, são os valores destinados à produção de mercadorias. Todo o dinheiro direcionado ao produto final é considerado um custo.

Podemos citar como exemplos de custos: compra de maquinário, compra de matéria-prima, gastos com a fabricação, mão de obra voltada para o produto, manutenção ou até mesmo materiais de limpeza da fábrica e das máquinas.

Portanto, a grande diferença entre custos e despesas está na relação de gastos com o produto final de uma empresa. Sendo assim, é possível dividir os gastos em dois grupos distintos.

Se ainda houver alguma dificuldade na hora de separar os gastos nesses grupos, basta fazer a seguinte perguntar: Se eu cortar esse gasto, a produção será diretamente atingida? Com a resposta positiva, é possível colocar o gasto no grupo custos.

 

Custos e despesas: Fixos X Variáveis

A organização não pára por aí. Além dessa classificação, é possível criar 4 grupos distintos para os custos e despesas. Eles são:

 

  • Custos Fixos
  • Custos Variáveis
  • Despesas Fixas
  • Despesas Variáveis

 

Antes de compreender cada um desses grupos individualmente, é importante ter conhecimento sobre o que é um gasto fixo e o que é um gasto variável. Veja a seguir:

Gasto Fixo

São gastos que possuem ocorrência mensal, independentemente dos resultados da empresa. Ou seja, são aqueles gastos que não sofrem impactos com o desempenho comercial de uma instituição.

Exemplos:

Custo Fixo: Salário da mão de obra para a produção.

Despesa Fixa: Conta de água.

 

Atenção: Os gastos fixos podem sofrer alteração de valor (como no exemplo da conta de água). O que irá defini-lo como fixo é a sua recorrência, ou seja, mesmo que você pague mais ou menos pela água, essa conta irá chegar no final do mês.

Veja também: 4 formas eficazes de conseguir capital de giro para a sua empresa

Gastos Variáveis

Esses gastos variam de acordo com a demanda e fabricação de um produto. Por exemplo, se há baixa procura por determinado produto, pode ser que a produção dele seja pausada. Sendo assim, alguns gastos serão evitados.

Exemplos:

Custos Variáveis: Matéria Prima

Despesas Variáveis: Bônus de funcionários.

 

Em outras palavras, os gastos variáveis são proporcionais à produção ou aos resultados da empresa. Quanto mais venda, por exemplo, há mais gastos variáveis. Ou vice-versa.

 

Custos e Despesas: Como organizar?

O primeiro passo para fazer essa organização é identificar em qual grupo o gasto se encaixa. Um hábito que pode ajudar nesse processo é criar uma planilha de gastos já com a identificação de cada um.

Além disso, a empresa pode contar com uma assessoria especializada na organização do departamento financeiro. O profissional será responsável em fazer a gestão do fluxo de caixa e gerar mais lucratividade para a empresa.

A Daexe pode te ajudar! Contate-nos!

balanced scorecard BSC

Gestão financeira por fluxo de caixa e por competência

 

Gestão financeira: por fluxo de caixa e por competência

Ricardo é um empresário que investiu todo o seu dinheiro em uma empresa nova de comunicação. A agência administrada por ele conquistou inúmeros clientes logo no primeiro ano, contudo, a gestão financeiro ainda o preocupa. Embora lucre com os vários clientes, ele não sabe para onde o seu dinheiro está indo. O problema de Ricardo está, de fato, na má gestão financeira.

Como ele, muitos empresários não entendem as diferenças entre gestão por fluxo de caixa e por competência. Para ver os lucros do seu negócio e administrá-los com sabedoria é preciso ter conhecimento de ambas práticas.

Gestão financeira por fluxo de caixa

Esse tipo de gestão considera todas as transações financeiras somente no dia em que ocorrem. Se o Ricardo precisar pagar a parcela de computadores novos em 30 dias, considera-se a segunda somente em 60.

O que acontece é que tanto as receitas quanto os custos são contabilizados somente no mês em que são pagos/recebidos. Essa seria a gestão ideal apenas para quem observa a movimentação financeira. Entretanto, esse tipo pode levar a dívidas em algum mês por meros descuidos caso você se esqueça de alguma despesa.

 Plano de contas gerencial: Como elaborar e personalizar para minha empresa

Gestão por competência

No caso da gestão por competência ela é obrigatória pela legislação brasileira para empresas de médio e grande porte. Esse tipo de gestão, que também pode ser executada por pequenas empresas, facilita a análise financeira e patrimonial. Ao contrário da gestão por fluxo de caixa, ela contabiliza tanto despesas quanto receitas.

Se o Ricardo comprar computadores novos para a sua agência, a despesa será contabilizada no dia em que ocorreu. Assim, a cada mês não é necessário acrescentar aquela despesa novamente.

A gestão por competência facilita muito também a geração de relatórios financeiros. Graças a ela é possível apresentar com muito mais clareza os indicadores econômico. O Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) é um desses exemplos. Ele é um dos relatórios mais completos de gestão e só é possível a partir desse tipo de gestão financeira.

Gestão por fluxo de caixa versus Gestão por competência

É preciso ter muita atenção às diferenças entre cada um dos tipos de gestão financeira abordados. Quando você deseja medir resultados, deve considerar tanto lucros quanto despesas e ainda a depreciação. Nesse caso, utiliza-se sempre a gestão por competência.

A grande diferença é que a gestão por fluxo de caixa não considera-se a depreciação. Ele não é menos importante, que permite a realização do Demonstrativo de Fluxo de Caixa. Entretanto, olhar apenas para os lucros pode induzir a erros como o de Ricardo em sua agência.

O ponto positivo da gestão por fluxo de caixa é o gerenciamento da liquidez do negócio, porque às vezes, a empresa tem uma rentabilidade boa, ou seja, dá lucro, mas não tem capital de giro à curto prazo para pagar contas.

A gestão por competência é a marca de empresas bem administradas. É ela que permite saber os lucros, prejuízos e toda situação econômica da empresa a qualquer momento. O ponto positivo desse sistema é a visualização da estrutura financeira da empresa. Se está correta ou não e qual modelo de negócio faz mais sentido para seu negócio.

O risco de uma gestão por fluxo de caixa aumenta a curto prazo. Apesar de a empresa ter lucro, basear-se apenas nisso não oferece uma visão completa dela. É por isso que o Ricardo, no caso, não consegue ver para o seu dinheiro está indo. É preciso ter uma visão completa para saber qual o seu capital de giro exato.

Por outro lado, a gestão por competência é fundamental quando se pensa no futuro da empresa. Se o Ricardo desejar expandir a atuação e criar um novo setor, precisará analisar criteriosamente. Os dados que podem dar embasamento para saber se é possível investir ou não são encontrados justamente nessa gestão.

Obviamente, um bom gestor precisa ter conhecimento e utilizar de ambas gestões para o sucesso da sua empresa. Erros como o de Ricardo concentram-se quando o foco está apenas nos lucros. Uma gestão financeira por competência surge, então, para equilibrar essa balança e dar mais segurança ao gestor e à empresa.

 

Gestão financeira

Gestão financeira: saiba se você não está passando a perna em si mesmo

A casa própria é o sonho de muitas pessoas. Ao longo da vida de um sujeito os seus esforços são dedicados a gestão financeira e economia para atingir aquela que se anuncia como a grande realização de uma vida inteira de trabalho, não é verdade?

Mas quando o sujeito não tem conhecimento sobre edificações, acaba cometendo muitos erros: escolhe mal o terreno; investe em material de segunda categoria; economiza no que é importante e desperdiça naquilo que não é; enfim, faz uma série de escolhas que poderão lhe proporcionar dores de cabeças e um sentimento de verdadeira frustração por longos anos. Você concorda que este sujeito acabou passando a perna em si mesmo?

Gestão financeira

Precisa de uma solução efetiva e profissional para a gestão da sua empresa? Agende uma ligação com um assessor e descubra tudo que a Daexe pode fazer por você!

Autossabotagem na sua gestão financeira

Conscientemente ou não, a mesma síndrome da autossabotagem acomete a muitos empreendedores, especialmente pela falta de conhecimentos em gestão empresarial. Frequentemente começa do mesmo jeito: o sujeito tem um sonho de empreender, de ter um negócio. Para realizar este propósito, dedica sua vida, mas pela falta de conhecimentos. Especialmente em gestão financeira, acaba se tornando vítima da sua própria “rasteira”. É por isto que o verdadeiro empreendedor não economiza com aprendizado e não tem medo se investir em uma assessoria empresarial!

Um erro recorrente é a falta de discernimento entre receita operacional bruta e receita operacional líquida. Você sabe a diferença, na prática?
Por exemplo: Você acha que a comissão de venda dos colaboradores deve ser deduzida com base na receita bruta ou na receita líquida? Olha aí perigo!

A diferença entre receita operacional bruta e líquida

As Receitas Operacionais Brutas são as receitas decorrentes das vendas de mercadorias e/ou da prestação de serviços que constituam o objeto social da empresa. O problema é que a receita bruta não contabiliza as deduções ocorridas em função das devoluções e vendas canceladas, dos descontos concedidos incondicionalmente e de outros impostos e contribuições que possam incidir sobre as vendas. Quando o empreendedor toma decisões baseando-se na receita operacional bruta, ele compromete todo o resultado da empresa. É nesta atitude que ele pode estar se “passando a perna”!

 

Utilizar a receita operacional líquida como base de cálculo dilui os seus riscos

A Receita Operacional Líquida se diferencia da Bruta justamente porque mostra os ganhos que ocorreram de fato, em cada período. Se você, por exemplo, fez uma venda parcelada no cartão ou no cheque, e a comissão pela venda obedece à lógica da receita bruta, você terá um compromisso imediato com o seu colaborador, sem por outro lado ter recebido o pagamento da venda que ele efetuou.

Você vai receber em parcelas, mas vai ter que pagar a comissão de uma só vez, de imediato. Existem mecanismos para adiantar os recebimentos das receitas da venda, mas são viabilizados pelo pagamento de taxas que reduzem as suas receitas. Quando as parcelas não são pagas pelo cliente que efetuou a compra, o problema se agrava ainda mais.

Há muitas ocasiões em que é possível negociar e diluir os riscos entre as partes envolvidas. Nesta situação específica que retratamos aqui, a comissão de vendas deveria ser uma porcentagem paga no mês da venda e outra porcentagem paga obedecendo a dinâmica de parcelamento da própria venda que foi efetuada. Este é um exemplo claro de utilização da receita operacional líquida na gestão financeira, que traz como benefícios uma diluição de riscos e o não comprometimento do capital de giro da empresa.

Você pode argumentar que os riscos são males do ofício, que o empreendedor está mesmo sujeito a este tipo de situação. Mas é possível administrar melhor estes riscos, buscando colaboradores, fornecedores e parcerias que estejam abertas a negociar e compartilhá-los com você. Utilizar a receita operacional líquida é uma decisão assertiva e justa de uma boa Assessoria Financeira.

Você sabe a diferença entre métricas e indicadores?

Pode parecer um assunto difícil à primeira vista, mas não há grandes mistérios na hora de definir e entender o que são métricas e indicadores. Ambos são termos muito utilizados que servem como base para quantificar resultados e conduzir a avaliação das análises da organização. Ou seja, as métricas e os indicadores são uma forma de medir a performance da sua empresa. Mas você sabe qual a diferença entre eles? A primeira diferença entre métricas e indicadores está no conceito. Veja:

Métricas

As métricas são dados brutos, que podem ser representados por números precisos ou não. Elas estão ligadas ao nível tático e operacional da empresa, revelando o desempenho de processos. São sistemas de medida que avaliam tendências, comportamentos ou variáveis do negócio. As métricas ajudam na tomada de decisão, detectam oportunidades, mantêm o foco produtivo, identificam pontos fortes e fracos, definem necessidades de investimentos, apontam falhas operacionais e até diminuem o grau de incerteza quanto ao futuro.

Em resumo, as métricas são a base para identificar os indicadores e o passo seguinte a ser dado após a definição das metas.

Leia também: 5 indicadores de desempenho para medir seu sucesso

Indicadores

Os indicadores são as medidas calculadas a partir das métricas e servem para avaliar o desempenho da empresa. São informações estratégicas que auxiliam na análise de tendência, na melhoria contínua, na atuação proativa e dão transparência à empresa, sendo geralmente expressos de forma clara por percentuais e probabilidades.

As métricas estão ligadas às atividades e os indicadores abrangem os processos e as atividades. Os indicadores dependem de um conjunto de métricas específicas. Veja abaixo alguns exemplos dentro de quatro perspectivas: financeira, cliente, processos internos e pessoas.

FINANCEIRA

Exemplo de métrica: Faturamento; Despesas.
Exemplo de indicador: Lucro = Faturamento – Despesas.

CLIENTE
Métrica: Quantidade de clientes atendidos; Número de visitantes no site.
Indicador: NPS ou Índice de Satisfação dos clientes.

PROCESSOS INTERNOS
Métrica: Tempo de conclusão do procedimento ou tempo de entrega.
Indicador: Índice de conformidade ou Índice de eficiência de produção.

PESSOAS
Métrica: Quantidade de treinamento.
Indicador: Clima Organizacional.

Leia também: 3 métricas de vendas que sua empresa sempre deve acompanhar

Estudiosos investigaram o desempenho de 84 empresas no período entre 1984 e 1997 que adotaram um sistema de mensuração de desempenho.

O estudo concluiu que essas empresas aumentaram significativamente seu lucro residual ajustado e que a melhora persistiu durante cinco anos após o período de estudo.

Tanto indicadores como métricas devem fornecer aos executivos informações significativas para tomar melhores decisões, que impactam na meta ou nos objetivos do planejamento estratégico da empresa. De nada vale colocar em prática seu planejamento para consolidação das metas se não houver maneiras de avaliar o seu desempenho e ajustar as ações através do uso de métricas e indicadores. Fale conosco e saiba como aplicar na sua empresa e obter o sucesso que procura!

Um abraço,
Dekker Jordão Baptista.

Todos os executivos de sucesso refletiram sobre estas perguntas

Quando um empreendedor contrata um serviço de consultoria ou assessoria empresarial, é comum que a primeira atividade desempenhada por seu assessor executivo seja um diagnóstico. O qual é executado por meio de perguntas direcionados às diversas áreas da empresa.

Neste artigo, apresentamos perguntas estratégicas que com certeza todos os executivos de sucesso já tiveram de refletir sobre. Provavelmente, você mesmo já deve ter sido apresentado a muitas delas. Estas perguntas não saem de moda e são uma boa pedida, a qualquer tempo. Para quem está em busca de aperfeiçoar o seu negócio. Vamos conferir?!

Produtos/Serviços

• Sua linha de produtos atende às necessidades do mercado ou deixa brechas para a concorrência?
• Como está a qualidade dos seus produtos/serviços em comparação com a da concorrência?
• O que pode ser melhorado de imediato sem necessidade de grandes mudanças e investimentos?
• O que precisará ser melhorado que exigirá mudanças e investimentos?
• Sua equipe de profissionais está preparada para enfrentar essas mudanças?

Inovação

• Sua empresa está alinhada com a concorrência no que diz respeito a tecnologia?
• A tecnologia está disseminada na sua empresa ou ainda existem resistências de algumas pessoas?
• Os vendedores usam Internet para comunicar com clientes e dar apoio às campanhas de marketing?
• De que forma a inovação está sendo utilizada para atender à conveniência dos clientes?
• A tecnologia na sua empresa é considerada um mal necessário ou um meio para atingir objetivos?

Ambiente de trabalho

• A motivação faz parte natural do ambiente ou o pessoal só reage quando estimulado?
• A mentalidade dos profissionais está mais para trabalho em equipe ou atuação individual?
• Existe integração entre os setores no sentido de resultados ou cada um defende o seu?
• O ambiente interno é leve e informal ou pesado e estressante?
• Os profissionais reagem bem aos estímulos normais ou aprecem anestesiados e não reagem?

Governança – (maneira como uma empresa é dirigida, administrada ou controlada)

• Os gestores mostram segurança nas ações ou percebe-se certa indecisão e até mesmo medo?
• Os controles da empresa adotam moderna tecnologia para facilitar a vida dos profissionais?
• Os gestores são abertos e dispostos a ouvir ideias e críticas ou são fechados para novas ideias?
• Existe verdadeira preocupação com o bem estar dos profissionais?
• As ações dos gestores demonstram preocupação com o futuro da empresa e seus profissionais?

Atendimento ao cliente

• As ações da empresa têm como único objetivo a satisfação dos desejos e necessidades dos clientes?
• As reclamações de clientes são usadas para correções ou consideradas problemas indesejáveis?
• Existe uma verdadeira cultura de satisfação do cliente disseminada na empresa?
• Existem esforços para redução de problemas e reclamações ou ninguém na empresa pensa nisso?
• Os profissionais têm autoridade para resolver problemas de clientes ou tudo é muito burocrático?

Liderança

• É perceptível que os profissionais estão satisfeitos e dispostos a seguir os seus líderes?
• Os profissionais que chegam a cargos de liderança são treinados para lidar com pessoas?
• A liderança adotada está mais para democracia ou autocracia?
• As pessoas sentem-se livres para fazer comentários diante dos líderes ou existe constrangimento?
• Existe algum sistema formal de avaliação de desempenho ou tudo é informal e de cunho pessoal?

Desempenho financeiro

• A empresa tem projetos claros e muito bem definidos de redução de custos?
• Os projetos de redução de custos têm como objetivo o melhor atendimento ao cliente?
• Os vendedores e compradores são treinados para negociar de forma a aumentar a produtividade?
• A empresa tem uma estratégia muito bem definida sobre o público alvo que deseja atingir?
• Os profissionais são premiados quando os objetivos de lucratividade são alcançados?

Imagem no mercado

• A empresa tem uma metodologia para medir sua imagem no mercado ou é algo muito informal?
• A empresa tem preocupação de pesquisar periodicamente sua imagem perante os clientes?
• Como esta a imagem da empresa em comparação com os principais concorrentes?
• Existe alguma política de proteção da imagem da empresa a ser seguida pelos profissionais?
• Existe sistema de incentivo para profissionais que se destacam na defesa da imagem da empresa?

Relacionamento com a mídia

• A empresa tem algum setor responsável por fazer divulgação perante a mídia?
• Existe alguma forma de interceptar a opinião de clientes insatisfeitos antes que causem estragos?
• Como a empresa mantém contato com os diferentes tipos de mídia para divulgar seus eventos?
• Alguém na empresa está capacitado para escrever artigos técnicos que fortaleçam a sua imagem?
• De que forma a empresa está utilizando a internet para ampliar o relacionamento com a mídia?

Ufa! Depois destas 45 perguntas (SIM, 45!), provavelmente você:
1) Respirou aliviado a respeito de boa parte delas, mais familiares.
2) Ficou com a pulga atrás da orelha em relação a algumas, não é verdade?

Quais áreas e perguntas te parecem mais problemáticas em uma empresa? E na sua empresa, o que você acha que merece maior atenção para aprimorar? Vamos acompanhar as suas respostas, nos comentários abaixo!

Se depois destas perguntas, você percebeu que precisa investir urgentemente em algum desses setores estratégico da empresa, conte com os seus assessores executivos do DAEXE. Temos uma equipe de profissionais com especialidades diversas, prontos para atenderem a sua demanda.

A lição do campeão mundial Michael Jordan: nos momentos de CRISE você descobre a sua verdadeira força!

Diariamente, nos noticiários de televisão ou mesmo nas conversas em família, o assunto se repete: a dita CRISE! A crise vai se tornando desculpa para tudo o que dá errado. Nesta atmosfera pesada, sobra pouco espaço para a maior das lições que a crise pode nos trazer: a oportunidade de sermos melhores! Já ouviu falar que “é no fogo bem mais forte que se forja o aço bom”?

É claro que a crise afeta os negócios. Mais do que isto, a crise faz uma verdadeira “limpa” no mercado: leva embora muitas empresas. Mas será mesmo que o único problema destas empresas é a crise ou havia outros problemas de gestão que foram sendo negligenciados e, em meio à crise, mostraram sua força? Crise não é momento para ficar se lamentando, mas sim, um momento de profunda autocrítica! Colocar a culpa na crise não resolve o problema. É necessário refletir o que não está dando certo. Seu time de colaboradores está mesmo contigo? A gestão financeira está sendo bem administrada? Os processos estão bem definidos? O marketing está sendo eficiente? Se o time está perdendo, é hora de pensar em outras estratégias!

Nós do DAEXE defendemos que a crise é uma grande oportunidade do empreendedor descobrir a sua verdadeira força! Força é resiliência, é superação!

Michael Jordan - Falhas (Failure) Nike Commercial

Neste vídeo, Michael Jordan nos deixa uma mensagem muito profunda: foi a soma de suas derrotas e falhas que o fizeram um sucesso mundial! Por isso, te convidamos a encarar a crise como uma oportunidade de se fortalecer. Seu time está perdendo? É hora de mudar de rumo. Reveja todas as áreas de gestão do seu negócio. Inove! Invista! Sim, por que não?

Não sabe por onde começar? Deixe-nos uma mensagem nos comentários abaixo ou entre em contato com seu Assessor Executivo do Daexe! Será uma satisfação imensa para nós sermos testemunhas do seu sucesso!

Estoque

3 dicas comprovadas para manter seu ciclo de caixa no azul

A gestão do ciclo de caixa é fundamental para que as empresas sejam competitivas e garantam a sua sobrevivência. Para que os negócios continuem produzindo e vendendo, é necessário realizar compras de insumos, pagamentos de custos envolvidos nas atividades de produção e prestação de serviços e despesas operacionais e gerais do negócio.

Dessa forma é preciso gerir o fluxo de caixa de forma que sempre haja recursos para que a empresa realize esses pagamentos e garanta a continuidade da operação, enfim, a entrega dos produtos e serviços ofertados aos seus clientes.

 

Foto: Tiger Lily/Pexels

Precisa de uma solução efetiva e profissional para a gestão da sua empresa? Agende uma ligação com um assessor e descubra tudo que a Daexe pode fazer por você!

 

No mundo de hoje, em que as empresas estão inseridas em um cenário altamente competitivo e os clientes têm acesso a diversas opções de fornecedores, se torna cada vez mais necessário para não perder e aumentar as suas vendas, que as empresas ofereçam prazo de pagamentos ao mercado. Principalmente pelo risco do cliente ir comprar de seus concorrentes.

Como financiar a produção e manter o ciclo de caixa se o cliente me paga a prazo?

O primeiro passo é realizar o planejamento das contas a pagar e das contas a receber com base em projeções dos volumes de vendas, compras, custos de produção, despesas operacionais e principalmente os prazos de recebimentos e pagamentos.

Após essa etapa, será possível ter conhecimento da necessidade de capital de giro gerada pelo ciclo de caixa do negócio.

Por sua vez, a necessidade do capital de giro gerada pelo ciclo de caixa será definida pelo tempo decorrido entre o pagamento aos fornecedores e o recebimento das vendas.

Com isso, uma das metas principais será reduzir a diferença entre as datas do ciclo de caixa ou até mesmo receber de seus clientes, mesmo com vendas a prazo, antes de pagar os seus fornecedores. Como se faz para conseguir isso? Confira as dicas

 

1. Intensificar o ciclo de caixa e estoque

As iniciativas de otimização do ciclo de caixa devem começar com a redução do prazo médio de estoque.

Dessa forma é necessário realizar melhorias nos processos de compras e produção, com objetivos de determinar volumes adequados fazendo uma melhor previsão de demanda e, consequentemente, reduzir o nível de estoque.

O que torna possível reduzir o volume de pagamentos dos fornecedores e escoar mais rápido o que foi produzido, de modo antecipar o fluxo de recebimentos.

 

2. Negocie com fornecedores

Aumentar o prazo médio de pagamento junto aos fornecedores também é de extrema importância para viabilizar prazos mais dilatados nas vendas.

Dessa forma os resultados serão alcançados com negociações de prazos de pagamentos com seus fornecedores, então é fundamental ter processos bem estruturados e eficiente de cotações e tomada de decisões de compras.

Entre as principais práticas para aumentar o poder de barganha, destaco:

  1. Ter mais um fornecedor para cada insumo com planejamento de volumes por fornecedor, que possibilite condicionar as compras em cada fornecedor com a maiores prazos de pagamento
  2. Equilíbrio na negociação das condições comerciais entre preços e prazos, Afinal de contas um maior prazo poderá ser mais vantajoso do que um desconto
  3. Treinamento da equipe de compras de técnicas de negociações e relacionamento com fornecedores.

 

3. Antecipe seus ganhos

A terceira frente de ação é reduzir o prazo médio de recebimento através de antecipação de recebíveis. Nesse caso, é importante considerar o impacto das despesas financeiras na rentabilidade do negócio.

Sem deixar de lado a gestão de relacionamentos junto as instituições financeiras para disponibilidade e aprovação das operações de crédito.

Outras ações recomendadas para de reduzir o prazo de recebimento são: realizar de forma eficiente as atividades de cobranças e análise de crédito.

Com uma boa execução das cobranças é possível diminuir atrasos de pagamentos dos clientes e evitar a inadimplência.

É muito importante destacar que as ações necessárias para administrar o ciclo de caixa não são de responsabilidade somente da área financeira.

As soluções envolverão praticamente todas as áreas da empresa, entre elas Compras, Logística, Produção, Comercial, Recursos Humanos e o Financeiro.

Em resumo, para que a sua empresa possa oferecer prazo aos seus clientes sem colocar em risco a sua sobrevivência, então destaco as seguintes ações:

  1. Planejamento de compras e produção
  2. Planejamento de vendas
  3. Negociação de prazo com fornecedores
  4. Acesso a linhas de antecipação de recebíveis
  5. Política de crédito e cobrança.

Artigo de Donato Ramos, publicado originalmente pela Endeavor Brasil e gentilmente cedido ao Blog Daexe.

Planejamento estratégico

 

Gestão Financeira - Mulher - Contabilidade - Finanças pessoais

Gestão Financeira, conheça os quatro erros mais cometidos

Gestão financeira é uma coisa que todo gestor bem organizado e planejado sabe que precisa fazer. Controlar adequadamente o fluxo de caixa, decifrar de modo claro as receitas e despesas da entidade, empregar planilhas ou softwares on-line para ter uma base para seu monitoramento financeiro.

Se você for instruído em aspectos financeiros, como é o caso de um gestor de sucesso, você já sabe isso de cor e salteado

Gestão Financeira - Mulher - Contabilidade - Finanças pessoais

Foto: Freepik/Jcomp

 

Precisa de uma solução efetiva e profissional para a gestão da sua empresa? Agende uma ligação com um assessor e descubra tudo que a Daexe pode fazer por você!

 

Mas que tal saber alguns erros mais relacionados a informações profundas e práticas que vão lhe mostrar algo relevante, dentre as situações que você não deve cometer em sua empresa de jeito nenhum?

Observe 4 erros que às vezes parecem insignificantes, mas podem trazer muitos problemas para sua empresa se você não der atenção a eles!

Gestão financeira demanda disciplina

Você tem uma boa infraestrutura e até adotou um excelente padrão de lançamentos para seu fluxo de caixa. Mas de vez em quando algumas coisas apertam na empresa.

Você fica até mais tarde trabalhando e não atualiza as planilhas de seu monitoramento. Você empurra a tarefa para depois, o tempo vai passando e a coisa continua a ser adiada por dias.

Isso pode ser um grande erro: uma planilha desatualizada vai lhe mostrar números que não são confiáveis para se tomar uma decisão financeira de imediato e até entrar novamente no ritmo, você não será capaz de entender a saúde financeira de seu negócio.

Não desprezar nenhum gasto na gestão financeira

Pequenos gastos, muitas vezes, costumam ser ignorados por alguns empreendedores. Eles até pagam algumas contas com o dinheiro do próprio bolso por considerarem que é uma despesa boba ou de pouca importância, veja só!

Mas é importante manter o hábito de registrar tudo o que for considerado despesa da empresa na ferramenta de controle financeiro.

Além disso, inclua na reserva financeira mais alguma margem a fim de cobrir eventuais gastos inesperados. Se tal fato ocorrer, não deixe de pesquisar o motivo dos gastos.

 

Errar na precificação de produtos e serviços

Existem muitos fatores que devem ser levados em conta na hora precificar os produtos ou serviços que oferece no mercado.

Conhecer os detalhes compreendidos naquilo que vende é uma das coisas mais importantes e jamais deve ser desprezado. Além disso, valide os valores que você cobra comparando com a concorrência.

Não contratar uma assessoria executiva

É verdade que você até pode conhecer bastante sobre finanças e controle do fluxo de caixa e usar boas ferramentas para fazer seus lançamentos.

Mas a questão é ter processos bem definidos em sua organização financeira, além das vantagens de ter uma gestão profissional à parte, sendo acompanhada por uma assessoria altamente qualificada.

Como na gestão de sua empresa você precisa cuidar de inúmeros aspectos administrativos e decisões financeiras, vale a pena contar com uma assessoria executiva, a fim de potencializar sua gestão e aumentar os acertos.

Com as demais responsabilidades dos gestores, fica difícil acompanhar de maneira eficiente as finanças e é aí que os erros acontecem.

 

O que você tem feito para não cometer esses pequenos escorregões que podem se tornar grandes bolas de neve?

 

Deixe seu comentário, conte para gente compartilhando suas experiências. Participe da conversa!

educação-corporativa

 

Conheça as taxas abusivas que você não precisa pagar

Diariamente, pagamos algumas taxas por produtos e serviços sem nem perceber. Outras até percebemos, sem saber que na verdade são indevidas. O Código de Defesa do Consumidor prevê direitos que protegem o consumidor de práticas abusivas, mas isso não impede algumas empresas e instituições de cobrarem além do devido. Pensando nisso, elaboramos uma lista com algumas das taxas mais comuns que são cobradas mas você não precisa pagar. Confira:

Bares e restaurantes

Muitos estabelecimentos distribuem comandas individuais aos seus clientes e avisam que irão cobrar taxas em casos de perdas, mas a prática é proibida. Cabe ao próprio estabelecimento, não ao cliente, controlar o que está sendo consumido. Uma comanda perdida é um risco do negócio, e o consumidor não deve pagar por isso.

Outro hábito comum em restaurantes, bares e casas noturnas é cobrar uma taxa de consumação mínima. Um projeto de lei está na pauta da Câmara para proibir essa taxa especificamente, mas a prática já é considerada pelo Procon como “venda casada”, que é proibida pelo Código de Defesa e Proteção do Consumidor.

Faculdades e escolas

As faculdades e escolas não podem cobrar taxas extras por emissão de históricos, certificados ou diplomas seja no ensino fundamental, médio ou superior. O MEC afirma que as despesas com esses documentos estão incluídas nas mensalidades pagas pelos serviços educacionais prestados pela instituição, “conforme a interpretação dos artigos 22, XXIV, e 24, IX, da Constituição Federal, combinados com os artigos 48, § 1° e 53, VI, da Lei n° 9.394/96 (LDB) em face dos artigos 2° e 3°, da Lei n° 8.078/90, e nos termos da Lei nº 9.870/99”.

Bancos

Nas instituições onde mais se cobram taxas não é de se estranhar que algumas sejam indevidas. Taxa de Abertura de Crédito (TAC), Tarifa de Emissão de Boleto (TEB), Tarifa de Emissão de Carnê (TEC), Tarifa de Liquidação Antecipada (TLA) – nada disso o consumidor é obrigado a pagar.

A TLA é cobrada em financiamentos ou empréstimos caso o consumidor deseje antecipar a quitação de sua dívida, com a justificativa de que um pagamento antecipado altera o planejamento de entrada de recursos do banco. Mas a taxa é indevida, já que antecipar o pagamento é um direito previsto pelo CDC. Já as TEB e TEC foram consideradas abusivas pelo Supremo Tribunal da Justiça, que entendeu que despesas administrativas da empresa não devem ser pagas pelo consumidor.

Também não é permitido ao banco cobrar tarifa de manutenção de conta salário, tarifa de manutenção sobre contas inativas (a instituição deve notificar que irá encerrar a conta após seis meses sem movimentação) e taxa por reenvio de cartão que não foi solicitado pelo cliente.

Muita confusão existe, entretanto, em relação à Taxa de Cadastro, também chamada de Taxa de Análise de Crédito, que é legítima. Embora a Taxa de Abertura de Crédito seja abusiva, a Taxa de Cadastro pode ser cobrada no início do relacionamento do consumidor com o banco, arcando com o custo de análise de crédito que a instituição fará do consumidor.

Financiamentos de carros

Na hora do financiamento de carros, as regras são as mesmas para os bancos. Taxas de abertura de crédito, emissão de boleto e carnê e liquidação antecipada são indevidas. A única exceção é a da TLA no caso de financiamento por leasing, o arrendamento mercantil. Esse financiamento é na verdade uma locação com opção de compra ao final do contrato, e a TLA pode ser cobrada caso o valor seja liquidado antes de 48 meses.

Financiamentos de imóveis

Nos financiamentos de imóveis uma das taxas mais comuns é a Serviço de Assistência Técnica Imobiliária. A taxa SATI geralmente equivale a 0,88% do valor do imóvel, cobrindo despesas como auxílio jurídico para elaborar e firmar o contrato, e muitas vezes é imposta ao consumidor na hora de fechar o negócio, mas ela não é obrigatória. O consumidor tem o direito de não utilizar esse auxílio, e os gastos da imobiliária ou construtora não devem ser pagos por ele.

Outra taxa indevida é a de corretagem. A comissão do corretor deve ser cobrada quando ele for contratado diretamente pelo consumidor, mas se o profissional estiver a serviço da empresa fechando o contrato, é ela quem paga. O consumidor não é obrigado a pagar um serviço que não contratou.

Você já se viu pagando estas taxas ou já conhecia os seus direitos? Não se esqueça que sempre que necessário, recomendamos entrar em contato com um escritório de advocacia.

 

Compartilhe conosco suas experiências neste assunto nos comentários abaixo!

 

Fonte: Site Administradores